Atenção: amanhã voltaremos aos endereços oficiais
Março 31, 2008
Bom, gente, amanhã voltaremos para os endereços oficiais. Isso significa que, se você visitava esse endereço aqui escrevendo o endereço antigo, não será mais redireccionado para cá (amanteprofissional.wordpress.com).
Se você conheceu esse blog agora, anote os meus endereços oficiais:
http://amanteprofissional.com/blog – Blog de intimidades. Pessoal, actualizado diariamente.
http://olivro.alugomeucorpo.com – Blog do livro Alugo o Meu Corpo.
http://amanteprofissional.com/contoseroticos : Blog de contos eróticos.
http://escort.amanteprofissional.com : Blog dos aspirantes a clientes-amigos.
http://brinquedos.amanteprofissional.com: Brinquedos para Adultos.
Esse blog ( http://amanteprofissional.wordpress.com ) vou manter activo, afinal – apesar das limitações de um blog fora do alojamento próprio – tem um endereço fácil de guardar e podemos voltar a precisar dele, risos.
Aliás, estou com algumas ideias para esse espaço, por isso, se não quiser, não precisa de apagar o endereço, aliás, você pode, se preferir, acompanhá-lo via feed.
A minha sorte é que posso me defender com o nome que melhor me define, amante profissional. Porque se não tivesse começado a me expor na web através do nome Terapeuta Sexual, que foi o que primeiro me “popularizou” – e que inclusive me distinguiu numa época em que os conceitos se baseavam no “mais do mesmo” – e logo depois avançado para Amante Profissional - uma definição muito mais ampla, que engloba não só a terapia do sexo ou do sexo enquanto terapia como na primeira definição, mas todo um conjunto de factores, sem excluir outras vertentes enquanto seres humanos, sensações e os sentimentos, meus e daqueles que me procuram – e tivesse que escolher entre um ou outro, acompanhante ou prostituta… Bem, olhando para o lado eu teria excelentes referências, mas numa questão quantitativa teria péssimas, por isso se não tivesse pensado nessas outras definições, em função de tanta coisa ruim que vejo talvez me sentisse melhor me definindo como prostituta do que enquanto acompanhante.
Porque em termos quantitativos você olha para os lados e vê umas posturas que Deus me livre, e aí você pensa: “Ser acompanhante é então isso? Ih, eu não sou isso aí não”.
Aí você me diz: “Mas ah, Paula Lee, você já não tinha dito que a diferença entre a prostituição e o acompanhamento era que no primeiro as pessoas estavam forçadas, a fazer algo que não queriam?” Sim, eu disse. Mas tem aquela coisa do “nome bonitinho”. Aquela acompanhante que está com o cliente apenas porque é “mais um que paga” é prostituta na mesma, a diferença é que, porque ganha mais que a prostituta com um único cliente, talvez ainda force um sorriso na cara e arrebente as cordas vocais com um gemido, e nesse aspecto admiro muito mais a honestidade e a frontalidade da prostituta – aquela que não se diz acompanhante, que cobra menos mas que não significa que vai ser melhor ou pior apenas por causa disso. Aliás, aquela que se denomina acompanhante mas que atende um cliente apenas por ser “mais um que paga” para mim é muito mais prostituta que a pior prostituta. Porque a pior prostituta ainda recusa alguns tipos de clientes, enquanto esse tipo de acompanhante acha que tudo na vida tem um preço.
Em alguns aspectos o acompanhamento – ou por regra, algumas posturas de muitas pessoas que dizem praticar o acompanhamento, ou seja, serem acompanhantes – é pior que a prostituição.
Excepto aquelas amigas das quais já falei aqui no blog, excepto mais algumas que conheço e gosto, mas de quem não falo aqui porque não têm um espaço na web, excepto mais algumas poucas que tenho boas referências através de bons clientes sobre elas, excepto mais algumas poucas que penso que serão boas pessoas e consequentemente boas profissionais… desculpe a expressão, de resto considero o acompanhamento em Portugal uma merda.
Do que estou falando? Estou falando num “acompanhamento” que não é acompanhamento, mas apenas um nome bonitinho usado para se dizer “eu cobro mais caro”. Estou falando numa política apolítica. Estou falando numa postura, vezes e vezes constatada, em que apenas se segue o que o outro faz.
Sempre fui sincera desde o princípio, não comecei no acompanhamento, para chegar nisso tive que inclusive mudar muita coisa que estava errada, ou errada para os parâmetros do acompanhamento. Sim, fui prostituta, e não tenho a mínima vergonha de confessá-lo. Sim, trabalhei em locais com altas e baixas tabelas, e confesso, não era o valor da tabela que fazia com que tivesse melhores ou piores clientes, há pessoas e pessoas em todos os lugares e cenários.
Aí você se torna acompanhante porque vê que tem mais lógica, porque vê que tem uma filosofia mais justa e digna. Aí se você olha para os lados logo pensa: a prostituição parecia mais honesta.
Continuo esse post em breve…
Músicas que ninguém sabe cantar
Março 31, 2008
Esse fim-de-semana estava eu com o meu violãozinho velho de guerra pensando em que música tentaria tirar, quando me veio uma lembrança antiga, ou sei lá, nem tão antiga assim, há coisas que ficam tão vivas que superam o tempo…
Estávamos nós – o “todo mundo” de sempre, ou seja, a galera toda - sentados lá no boteco da esquina, aquele calor infernal e a Skol rolando por conta do dono do bar por causa do violão no colo…
Então sempre que junta uma turma em volta de um violão há aquele problema: alguma letra que todo mundo não conhece ou se conhece não sabe cantar.
E chega uma hora, depois de tantas horas – ou os dedos doendo, ou a voz já rouca, ou aqueles que já estão mais para lá do que para cá por causa da cerveja de borla – em que já não há mais repertório, como se de repente ninguém mais conseguisse lembrar de musica alguma.
Então vinha esse meu amigo – hoje in memoriam - se lembrando daquela música que afinal – pelo menos num trecho – toda gente sabia cantar:
Ra ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta
ta ta ta ta ta ta
Se não deu para identificar a música apenas pelo ta ta ta ta ta fica uma dica fácil para quem conhece: Engenheiros…
Cozinha
Março 31, 2008
Confesso que não gosto de cozinhar. Quer dizer, na verdade gosto. O que não gosto é daquela rotina de ter que cozinhar todos os dias, quando você tem aquela responsabilidade de fazer o almoço e o jantar diariamente por causa das pessoas que vivem contigo.
Quando vivia em bordel eu raramente cozinhava. No primeiro bordel por causa da tal cozinha que descrevi no meu livro. No segundo bordel porque tinha uma cozinheira que fazia o almoço e o jantar para nós. No terceiro bordel porque trabalhava quase 24h, não dava tempo “para essas coisas”, a gente já acordava e ia para o restaurante para almoçar, para logo a seguir ir para o bordel. No penúltimo bordel onde trabalhei também tinha alguém para nos fazer a comida, mas eu detestava a comida de lá, completamente sem gosto, sem contar naquela coisa, até hoje não sei comer sem arroz, comer sem arroz para mim é o mesmo que não comer.
E é uma questão de gosto pessoal, eu particularmente não gosto da cozinha portuguesa. Poderia dizer que era uma questão de cultura, mas não é, afinal muitos amigos meus gostam. Não estou dizendo que não gosto de toda a cozinha portuguesa, há alguns pratos que gosto sim. A questão é que, para uma pessoa que não come carne vermelha – não por ser vegetariana, e nem quer dizer que nunca coma carne vermelha, simplesmente não gosto, não acho a mínima graça – por vezes não há muita opção (dependendo do local ou do restaurante onde estou). Já tive situações em que saí com alguém para um restaurante e isso aconteceu, nenhum prato me agradava e eu fiquei comendo folha.
No primeiro apartamento onde vivi com mais duas meninas eram elas a cozinhar. Eu ajudava nas compras de mercado mas raramente comia lá, não me sentia à vontade, sabe quando você vive numa casa, divide todas as despesas, mas você não sente que mora lá? Sei lá, a sensação era esta. As meninas eram legais comigo sim, mas não me sentia à vontade, apesar de dividir as despesas era como se sentisse que morava de favor, então só ficava no meu quarto, às vezes ia para a rua, cinema, biblioteca ou ginásio, de noite voltava para me arrumar e depois ia para o bordel, era assim o meu dia-a-dia.
Então quando aluguei o meu próprio apartamento enfim sentia ter uma casa que era mesmo minha, aí voltei a cozinhar. E para a minha surpresa, tudo dava errado, afinal não me acostumava com alguns produtos ou com a força do fogo, ou talvez fosse mesmo o tempo que estive sem “praticar”. Meu arroz era aquele “unidos venceremos”, se jogasse para o tecto ele ficaria ali preso durante uma semana.
Então naquela altura tinha a GNT em casa e comecei a assistir a Ana Maria Braga, e ela mudou a minha vida, risos, risos.
Hoje não preciso cozinhar todos os dias, porque uma comida que faço hoje dura uns três dias. Continuo sem gostar muito de ir a restaurantes, comida para mim tem que ter gosto de alho.
Então tem dias, como ontem, que cismo de inventar alguma coisa na cozinha. É todo um ritual, toda uma preparação. Mas o resultado costuma ser excelente.
O peito de peru que fiz ontem afinal já tinha inventado antes, mas resolvi substituir a sopa de cebola – que uso para fazer o molho – pela sopa de espinafre. Ainda prefiro o que fazia com a sopa de cebola, mas ainda assim ficou muito bom, inclusive com um gosto mais cítrico, porque dessa vez coloquei limão e aumentei a quantidade de cebola.
Quando estou nesses dias fico completamente concentrada, afinal comida é algo que a gente deve fazer com amor. Por isso o telefone tocou, eu ouvi mas nem fui ver quem era. E afinal era o Conterrâneo, mandei mensagem hoje cedo para ele.
Acordei hoje antes das 5, porque dormi cedíssimo, por volta das 23h (sim, esse horário para mim é muito cedo, habituei-me às madrugadas).
Agora vou organizar umas coisas aqui e preparar o pequeno-almoço, bom dia para vocês!
Como fazer amor como uma estrela porno – Jenna Jameson
Março 30, 2008
Jenna Jameson – Como fazer amor como uma estrela porno… O livro saiu em 2006, mas acabei não comprando. Ele tinha lido o livro e me falado sobre ele, e comprou-o para me oferecer no nosso último encontro, coisa bem recente.
Havia tempo que não nos víamos, meses! Para conseguir um tempo para estarmos juntos tem que aproveitar – ou criar – oportunidades numa agenda difícil.
Então quando ele chegou eu quis conferir se estava tudo no lugar como eu tinha deixado da última vez…
Parecia mais alto. Mas o sorriso grande com que chega é o mesmo, ai, aquele sorriso… é de matar. Então ele se curva para me dar beijos na face, a gente se abraça, e o corpo dele não tem a mesma temperatura em partes diferentes.
Já aprendi a reconhecer o seu cheiro, o cheiro do seu gel de banho, é um cheiro que só ele tem.
Está completo, inteiro, da mesma forma que o deixei da última vez, mas dá vontade de morder e de arrancar pedaço…
“Vai ser gostoso assim lá em casa!”, essa é uma frase que umas amigas minhas costumam gritar de dentro do carro quando vêem um homem como ele na rua. E esse homem estava ali, no meu quarto, na minha cama, e com aquele sorriso gigante.
E na cama a gente se toca e se espreme. Os movimentos são curtos, porque não queremos afastar os nossos corpos, a pele fica colada uma na outra, e eu firmo os braços segurando nos seus ombros, os meus seios bem encostados ao peito dele, e é só o jogo de ancas, depois os joelhos dele inclinados, a penetração intensa, os gemidos, a sensação de quase desespero, o prazer, o gozo, o coração a bater forte, a respiração ofegante que depois se acalma, mais um pouco de conversa e o adeus na porta, não sei quando nos vemos novamente, mas o sorriso ainda mais gigante continuava nos lábios.
48 posts!
Março 30, 2008
Há quantos dias estamos aqui no amanteprofissional.wordpress.com? Dois? Três? Fiquei até assustada quando vi… Já publiquei 48 posts aqui, 49 com este!
É que eu me empolguei respondendo as perguntas que chegavam por e-mail ou telefone, e como sabem sou assim, digito muito rápido…
Eu tô é só vendo quando for para passar esses posts todos para o blog oficial no dia 01! (Não adianta clicar que você volta para cá… Já dei uma olhada nas estatísticas, vi que um montão de gente clicou nos links, risos, quando avisei que está tudo sendo redireccionado para cá…)
Vou dormir porque hoje tenho uma hora a menos, era o que me faltava, risos, risos.
Leitura pelo Feedburner
Março 30, 2008
Para quem quiser ler os últimos posts publicados no blog Amante Profissional antes de virmos “acampar” por esses dias num domínio wordpress.com, visite o Feedburner.
Falar sobre crenças e sobre a fé (9)
Março 29, 2008
Sei que esperavam de mim algo lógico, algo que posso justificar, algo até científico. Mas confesso, não consigo explicar esse arrepio no braço direito, o suor frio nas mãos – por vezes até com tremor – e essa sensação de mal-estar, a garganta apertando e o aperto no peito com um simples telefonema. Nas vezes que contrariei a minha intuição eu até gostaria de te dar uma justificativa lógica, “ah, eu tive a intuição e fui atender o gajo, me contrariando, e por estar contrariada que o atendimento não correu bem”, mas não, quando contrariei a minha intuição fiz de tudo justamente para provar a mim mesma que a intuição estava errada, ou seja, dei o meu melhor sorriso, fui a pessoa mais simpática e mais querida desse mundo com o cliente, mas é como se sentisse que o que ele tinha de ruim já vinha lá de fora, que não adiantava nada da minha parte para mudar a situação, ou para mudá-lo.
“Ah, talvez você não estivesse muito bem naquele dia, ou com algum problema na cabeça” – você tenta me explicar. Mas como posso explicar que não sinto essas mesmas sensações com os outros telefonemas naquele mesmo dia, telefonemas estes que por vezes vêm no minuto seguinte?
Sim, eu sei que é complicado de entender, mas dessa vez eu não tenho mesmo como explicar.