Como resolver o problema da ejaculação precoce? – Parte 2
Março 28, 2008
« Parte 1
Veja só, o cliente quando vem me visitar, ele não está apenas com uma acompanhante, mas com uma pessoa. Mas sendo amante profissional, serei eu a orientá-lo, a conduzi-lo. E lá fora, se ele for fazer sexo com uma mulher – seja com a esposa, com uma namorada, com uma mulher qualquer com quem faz sexo casual – ela não vai se lembrar de usar aquele preservativo que retarda a ejaculação, e talvez nem ele se lembre de levar esse preservativo na carteira.
Aí significa o quê? Ah, não tenho aquele preservativo ou aquele comprimidinho, então não vou fazer sexo? Ai, vou fazer sexo e vou decepcionar a minha parceira porque não tenho o tal preservativo ou o tal comprimidinho?
Conforme já disse, enquanto amante profissional a minha preocupação é em preparar o cliente para o mundo, e não para mim. Seria muito fácil eu usar certos truques com ele no quarto e, lá fora, ele ou a sua parceira não tivessem esses recursos e assim ele só se sentisse realizado comigo, e voltasse sempre a se encontrar comigo apenas porque comigo ele afinal se sente melhor. Aí amanhã eu deixo de ser acompanhante e o que acontece, adeus à vida sexual feliz que ele tinha?
Pode ser que o homem – independente de ser cliente ou não – inclusive até tenha vergonha de pedir na farmácia esse preservativo, afinal é o mesmo que confessar a sua vida sexual perante o farmacêutico. Porque não pensem que, a pedir um preservativo para retardar a ejaculação na frente de alguém que essa pessoa vai pensar “olha só que garanhão, ele penetra um tempão sem gozar”, as pessoas apenas pensam “ih, coitado, se não fosse esse preservativo esse homem seria um fracasso na cama”.
É o mesmo que chegar na farmácia e falar assim baixinho: “é que eu quero uma embalagem de viagra” e o farmacêutico dizer “o quê? não estou te ouvindo! Ahhh, viaaaaaagra?”, e depois gritar para alguém que está lá dentro, como se estivesse numa feira “ô Manuel, traz aí uma embalagem de viagra, é para esse homem aqui”, continuando a gritar e agora apontando o dedo para o homem.