Boa pergunta, obrigada! Se não tivesse perguntado eu esquecia de explicar… ;)

Sim, daqui a pouco respondo a tal pergunta que afinal tem se mostrado mais frequente, risos, estão querendo saber sobre a ejaculação precoce!

Mas primeiro vamos a esta pergunta relacionada com o post abaixo sobre quando eu digo: «O que acontece é se duas pessoas adultas o querem e se estão preparadas para isso.»

Uma pessoa atenta – como disse não vou revelar nomes ou e-mails aqui – pergunta: Quando então o cliente pode “não estar preparado” para fazer sexo?

Sim, uma excelente pergunta, até porque a gente sabe, todo mundo ou quase todo mundo gosta de sexo.

Mas o que também devemos saber é que a gente não pode avaliar os outros – e os seus desejos e expectativas – apenas conforme aquilo que a gente pensa ou vive.

As pessoas não são iguais e por isso não gosto de generalizar, por essa razão adoro dar exemplos, porque só assim vocês podem perceber as outras realidades.

Então vamos a um exemplo… Imagine um homem que foi traído ou que cisma que foi traído pela esposa.

Conseguiu imaginar? Não, você não conseguiu imaginar… Pense melhor… Pense no quanto o homem é ferido com a traição… Pense no ego… Pense em como esse homem vai estar se sentindo… Pense no que ele imagina como razão para ter sido traído… Sim, pense, pense, pense, porque é isto o que faço quando estou com um cliente, pensar, reflectir, analisar. Claro, a minha vantagem é que no meu caso eu tenho o cliente à minha frente para me dar algumas respostas, enquanto a vocês ficam apenas as perguntas. Mas pensem…

Não é o “cliente-padrão”, mas já devo ter atendido uns dez que se encaixam nessa situação, apesar de claro, ainda assim as situações não serem completamente iguais porque cada um tem o seu histórico. 

Ele chega com um objectivo interno de se vingar da esposa, ou seja, ‘ah, ela me traiu e eu vou trair também, preciso fazer isso para me sentir melhor’. Mas vai se sentir melhor mesmo? É isto que eu, enquanto acompanhante, enquanto amante profissional e terapeuta sexual tenho que descobrir.

É muito fácil pensar que sim ou pensar que não sem analisar todos os factores. Há pessoas e pessoas e cada uma tem a sua história, e eu posso até estar com vontade de fazer sexo com ele, mas não poderei fazê-lo se não sentir que é esta realmente a sua vontade e que isso vai lhe fazer bem.

Porque, usando esse exemplo do homem que foi traído, pode ser que eu esteja com um que sim, isso resolva o problema dele – falando psicológica ou moralmente – e há casos em que o homem – principalmente se ele nunca tiver traído a esposa, se for apaixonado por ela e talvez nunca nem olhado para outra mulher – vai se sentir péssimo depois, vai sentir que fez a coisa errada ao procurar uma acompanhante em função da traição da esposa.

Eu sei que muito homem pensa que deve mostrar que é homem, que não pode ter amigas que não possa ir com elas para a cama, que deve fazer sexo com qualquer coisa que tenha saia, não respeitando nem aos padres, risos… Mas ao contrário do que pensam, há homens que não são assim! Há homens que têm sentimentos e que não deixam de ser homens por causa disso, aliás, para mim um homem que não tem sentimentos nem é homem, mas um bicho qualquer.

Imagine então, para piorar ainda o cenário, que este homem que acha que foi traído depois descobre que afinal não foi, que foi apenas uma cisma da cabeça dele?

E claro, há aí também outro detalhe: ele está me procurando mas não por mim, mas em função do que lhe aconteceu com a esposa, ou seja, o foco não sou eu, é ela, e ao invés de estarmos os dois na cama, a sensação será de estarmos três ou quatro (eu e ele, a esposa e o tal amante da esposa).

Fazer sexo com ele podia ser fácil, era só abrir as pernas. Ele tanto poderia seguir apenas o seu corpo e ter a ejaculação comigo, como também poderia estar com a cabeça lá na esposa – e por isso perder a erecção – e sair frustrado porque afinal não conseguiu “trair de facto” (rs).

Mas eu não vou pelo caminho fácil. Eu vou pelo caminho que entendo como certo, aquele que poderá ser bom para mim e para ele. Amanhã a gente não pode voltar atrás e corrigir o que fez de errado ontem.