Sempre confiei na minha intuição. Talvez porque ela seja a minha caixa de sapatos. Talvez pelo simples facto de ela sempre ter me mostrado estar certa. Não importa, cada um tem a sua própria fé e a sua própria crença, não vou mudar a sua como ninguém vai me fazer abandonar ou desacreditar na minha intuição.

Um dia conversava sobre isso com o “Homem que não usa óculos”, temos que acreditar em alguma coisa, seja isso lógico ou não, motivado ou não pela razão. Precisamos é de ter certezas, de nos sentir seguros em algo.

Os clientes costumam me perguntar: “Como você sabe se atende ou não um cliente?” e as respostas que dou são diferentes entre si, uma cheia de lógica e outra sem nenhuma. Pela voz, pelo que ele me diz, pelo que percebo dos seus interesses ao telefone, essa é a parte lógica. Mas depois completo: “Mas o homem pode se mostrar muito sério, muito simpático, etc… Mas se o meu braço arrepiar e se eu sentir um nó na minha garganta… Ah, aí não tem Jesus Cristo que desça à Terra em pessoa que me convença de atender esse cliente! E todas as vezes que isso aconteceu e eu duvidei da minha intuição, aceitando tal pessoa… foi batata, me arrependi depois!”