Novidade: Massagem erótica com vela afrodisíaca!
outubro 21, 2011
Música ambiente, suave. Meia-luz. Fechar os olhos. Agora eu vou ser tocada.
Vai doer? – perguntei toda medrosa, muito antes de ter optado por esta massagem. «Não vai doer nada, não queima, nem deixa marcas», foi o que responderam para as minhas questões.
Foi num spa onde estive com um cliente. Eu recebia a minha massagem numa marquesa, ele na outra, bem do lado da minha. Então enquanto eu recebia a minha massagem, por vezes também espiava a massagem dele.
Não costumo gostar de massagem de spa. Não gosto de massagem relaxante, demasiado leve. Carinho eu tenho em casa, e, se não tenho, os meus clientes me dão. Não é que eu precise de algo exactamente à bruta – também não é por aí, rs -, mas eu preciso sentir a massagem, sentir as manobras, sentir o que está sendo feito e saber o efeito que vai causar. Até porque sou massagista profissional.
Mas a candle massage, massagem com velas, realmente surpreendeu-me. A vela se transforma num óleo, quente, que ao contacto com a pele proporciona uma enorme sensação de prazer. Enorme mesmo. Nunca tinha experimentado uma massagem que proporcionasse tanto prazer, e mais, sem dor nenhuma!
Enquanto recebia esta massagem eu só pensava numa coisa: tenho que voltar para Lisboa e começar a oferecer esta massagem aos meus clientes! Eu queria voltar o mais rapidamente possível para Lisboa, e começar a praticar logo!
O benefício imediato que notei, para além do relax, foi a hidratação da pele. Sou muito ligada nesta coisa da hidratação da pele, porque acho que o toque, o prazer do toque, ainda está acima da beleza visual (Vou dar um exemplo: um dia atendi um cliente lindo, lindo mesmo, corpo perfeito, de babar. Mas ele cortava os pêlos do peito, o que quer dizer que me arranhava toda quando encostava o meu corpo no dele. Ou seja, apesar de ele ser lindo, tocar na pele dele não foi assim tão agradável o quanto eu tinha previsto. Daí a beleza dele não adiantou muito, porque eu tinha vontade de tocá-lo, mas tocá-lo não era tão agradável o quanto eu imaginava que seria.), logo esta massagem também agradou-me imenso neste sentido. Gosto muito de ter a pele hidratada, e me cuido muito neste sentido, mas eu nunca senti a pele tão hidratada quanto depois da massagem com velas! Era uma sensação muitíssimo agradável, eu saí de lá sentindo que tinha a pele de uma princesa!
Mas tinha também outra coisa. Observei que este tipo de massagem tinha tudo a ver em se transformar numa massagem erótica. Por pouco eu não tive um orgasmo, enquanto recebia esta massagem, e não era um orgasmo em função da massagista, mas em função do toque, da atmosfera, dos aromas, da sensação do óleo quente no meu corpo… Não fui tocada em partes íntimas, nem mesmo no peito fui tocada, mas desejei que fosse. Desejei que esta massagem se tornasse mais erótica. Desejei que depois de toda aquela envolvência, houvesse um fim de cariz sexual. E se eu secretamente desejei isto, porque os meus clientes também não desejariam? Por que outras pessoas, homens e mulheres, não desejariam o mesmo?
Há mais de um ano que faço massagens eróticas, mas sem entender muito bem isso, digo, sem entender a razão de alguém poder preferir a massagem ao sexo em si. Agora eu entendo, agora eu vejo também por este lado, o lado de uma experiência pessoal. Agora eu compreendo o tamanho da carga de erotismo de uma massagem.
Sempre comecei as massagens eróticas com uma massagem terapêutica profissional. Perderia todo o encanto se começasse pelas zonas mais óbvias de prazer. E agora eu sei que tinha razão.
Ao voltar para Lisboa, comprei as velas apropriadas. Durante três dias, ofereci massagens gratuitas aos 3 primeiros clientes que marcaram encontros, para que se deixassem ser minhas cobaias. E realmente, foi uma experiência fantástica, todos adoraram!
A partir de então, adicionei a massagem erótica com velas na minha lista de serviços. Melhor dizendo, “massagem erótica com velas afrodisíacas”, porque preferi comprar velas de massagem afrodisíacas, para apimentar ainda mais o ambiente, aromaterapia é tudo de bom! O custo é de 150/h, assim como a massagem prostática. Aliás, a massagem com velas é complementada com a descompressão ou com a prostática, fica a gosto do cliente.
Tem sido um prazer, mas não só para o cliente. A questão é que, agora, quando estou a fazer a massagem com velas nele, eu sei o que ele está sentindo. E este prazer também me excita. Saber que ele não se aguenta mais de vontade me excita. Porque era assim que eu estava me sentindo durante a massagem.
***
Para saber mais sobre as massagens que ofereço, visite a página «Massagens».
***
Agora quando vou fazer uma deslocação a um hotel, ou mesmo quando viajo, levo sempre a vela na bolsa. Quando o cliente se interessa, ofereço esta massagem no fim…
Como conseguir um horário na agenda de uma acompanhante exclusiva
outubro 21, 2011
A) A IMPORTÂNCIA DE UM ENCONTRO MARCADO COM ANTECEDÊNCIA:
Vou dar um exemplo muito simples do que aconteceu esta semana… Vou à manicure todas as semanas, e muito frequentemente no mesmo dia e horário. Quando vejo que na semana seguinte vou ter cliente àquela hora, posso ligar para a manicure e mudar o horário, mas só faço isto quando tenho muita antecedência, porque, caso contrário, seria um desrespeito ao trabalho dos outros. E esta semana aconteceu. Por volta das 11:30 recebi um telefonema, um pedido de marcação para às 13:15 – este “e quinze” me pareceu estranho, confesso, mas tudo bem -, porém às 13:30 é o horário máximo em que tenho que sair de casa para chegar a tempo na manicure, daí, obviamente, recusei o encontro com o aspirante a cliente, afinal ia ser uma falta de respeito desmarcar com a manicure, porque possivelmente será difícil colocar outra pessoa no meu lugar assim em cima da hora. O aspirante a cliente, que já era a segunda vez que tentava marcar o encontro comigo – isto das vezes que me lembro – possivelmente deve ter pensado “Poxa, é mesmo impossível marcar um encontro com ela!”, mas impossível não é não, caso contrário não haveria outras pessoas que conseguem.
Dica nº 1: Coloque-se no lugar dos outros. Uma acompanhante vai habitualmente à manicure, cabeleireiro, esteticista, ginásio, dentista, etc., e tudo isto envolve pessoas e o tempo destas pessoas. Aprenda a gerir o próprio tempo de modo a não vir a roubar o tempo de ninguém.
Antecedência é tudo. Sempre aconselho que, para encontros em Lisboa, me contactem com pelo menos 2 horas de antecedência, 3h para Cascais ou 24 horas para outras cidades do país. É claro que, se pretende um encontro para horários de maior movimento – almoço e jantar, por exemplo – deve lembrar com uma antecedência ainda maior. Se deseja um encontro para feriado ou fim-de-semana, o aconselhável é que avise antes.
É claro que sempre pode acontecer de haver uma hora vaga de uma hora para a outra, em função de algo ter se adiantado, ou de um cliente que desmarcou, etc. Assim sendo, você pode sim arriscar e ligar para ver se tem um horário livre para breve – nunca, jamais em menos de meia hora antes -, mas garantia de um encontro, mesmo, só se marcar com a maior antecedência possível.
Outra alternativa é pedir para ser avisado do próximo horário que tenho disponível. Tenho clientes, por exemplo, que pedem para eu avisá-los por sms da próxima hora que tenho livre, assim se eles podem neste horário me ligam, e vêm se encontrar comigo.
Dica nº 2: Marque o encontro com antecedência, ou então envie uma mensagem pedindo para ser informado do próximo horário disponível.
Fica mais complicado atender um cliente que só tem uma opção de horário. Ao ligar para uma acompanhante, você deve ter em mente que, se a antecedência for curta – inferior a um dia -, há uma grande possibilidade de não conseguir ser atendido no horário que pretende (dou um exemplo: semana que vem terei três noites ocupadas, e já sei disto há uma semana! Claro que muita coisa pode acontecer até lá, mas até que me indiquem o contrário, estas noites continuarão reservadas). A solução, ao ligar para uma acompanhante, é ter em mente um horário preferencial – o horário que realmente quer estar comigo – e o horário alternativo – outro dia ou horário em que poderá se encontrar comigo.
Dica nº 3: Ao ligar para uma acompanhante exclusiva, tenha em mente o horário que pretende o encontro – o horário preferencial -, como também um horário alternativo para o caso de ela não poder neste dia e horário.
Ao seguir as dicas acima, já será muito mais fácil conseguir um encontro…
B) QUAIS SÃO OS CRITÉRIOS DE UMA ACOMPANHANTE EXCLUSIVA E COMO FUNCIONAM AS MARCAÇÕES
Uma acompanhante exclusiva não funciona como uma “casa de convívio”, em que uma ou várias pessoas atendem todos os clientes que aparecem durante o dia. Uma acompanhante exclusiva atende um público cada vez mais selecto e limitado, portanto para conseguir uma marcação é preciso antes de tudo se encaixar num certo perfil: ser educado, gentil e cortês são algumas das qualidades essenciais para fazer parte deste restrito grupo.
Muitas vezes, uma acompanhante exclusiva não atende mais do que 1 ou 2 clientes por dia. Ou por vezes nem mais do que 1 ou 2 clientes por semana, dado que há semanas que o mesmo cliente pode reservar vários dias.
Para o cliente de uma acompanhante exclusiva, seria impensável estar com ela sabendo que ela esteve com outro há 10 minutos atrás, ou que vai estar com um próximo 10 minutos depois dele. Ele sabe que ela está com outras pessoas, mas, no momento que está com ela, quer que ela esteja unicamente com ele. Jamais, inclusive, quer correr o risco de ser visto no corredor ou no elevador por outros clientes dela.
Enquanto acompanhante exclusiva, hoje atendo em qualquer cidade do país. Posso, por exemplo, ter que ir amanhã ao Porto para um encontro de 2h, e voltar no mesmo dia, e depois ter que passar uma noite em Cascais depois de amanhã, um almoço em Castelo Branco no dia seguinte e um fim-de-semana num spa no Algarve acompanhando um cliente. Isto tudo se resume numa palavra só: agenda. Consigo ter tempo – e melhor, tempo de qualidade – para tudo, mas desde que tudo seja agendado, e de preferência com alguma antecedência – mínimo 24h antes para saídas de Lisboa.
Organize o teu tempo, que com todo gosto também organizarei o meu. E o nosso, para quando estivermos juntos.
amanteprofissional.com sendo reconstruído
outubro 21, 2011
Olá, amantes! O amanteprofissional.com está sendo reconstruído, conforme adiantei no post «As fotos que nunca publico».
Apesar de já ter colocado o site no ar, muitos dos links ainda não funcionam porque estou reconstruindo tudo do zero, e fazendo modificações à medida do que vejo ser necessário. Agradeço a vossa compreensão.
Por favor acompanhem meu twitter, nele vou dando sempre novidades.
Como me encontrar no Facebook
outubro 20, 2011
Paula Lee Lisboa
Cria o teu cartão de visita
Para me achar no Facebook, deve clicar no link acima, ou procurar pelo nome Paula Lee Lisboa, ou então procurar pelo e-mail amanteprofissional.com@gmail.com.
Atenção: o endereço acima habitualmente só uso para o Face e como Messenger, não costumo responder as mensagens que chegam nele.
As fotos que eu nunca publico
outubro 19, 2011

As 3 fotos ao lado são novíssimas; se têm uma semana já estarei exagerando, e foram tiradas para a reinauguração do meu velho novo site, que voltará com a carga toda.
Para o velho novo site entrarão também umas fotos tiradas há menos de 2 meses, mas que nunca cheguei a publicar no Amante Profissional, apesar de já ter publicado estas fotos em outro lado – mais especificamente num outro site onde estava anunciando num tempo em que estive fora do Continente.
Combinou direitinho. Enquanto que as fotos de dois meses atrás são mais de bunda, esta de agora é mais de peito, então fica legal assim, para quem faz questão de ver os dois lados, risos.
Há outras diferenças entre as duas sessões. A primeira é mais dia, enquanto esta última é mais noite. A primeira mais explícita, a segunda mais implícita. Enquanto na primeira me sinto pronta para devorar um homem, na segunda quero ser tomada com delicadeza, quero ser possuída e me entregar. A primeira sessão foi no Algarve, a segunda em Lisboa. E tudo completa tudo.
Povo fica perguntando a razão de eu não tirar fotos novas, mas a questão é que até tiro; eu só fico é com preguiça de publicá-las, rs. Não é nem preguiça não. É que por vezes, inclusive, não vale muito a pena. Quem fica perguntando muito de foto, «cadê fotos novas?», em geral nem é cliente, ou se é, não é do tipo frequente. O cliente frequente não reclama de foto porque afinal pode te ver ao vivo, e os outros, pela experiência que tenho, isto falando dos bons clientes, também não estão se importando assim tanto com isto, afinal tenho amiga que usa a mesma foto há mais de 5 anos, nem por isto cliente reclamou ou se sentiu lesado. Aí chega uma hora que a gente tem que definir para quem que a gente está se expondo, sabe? Porque se for para se expor para quem vai ser seu cliente, ainda vai, mas se expor para quem nem vai ser? Bem, aí não faria sentido nenhum.
Por vezes, também, uso as fotos para saber de onde estão vindo os meus clientes. É que cliente por vezes nunca sabe dizer de que site veio, onde foi que viu a minha publicidade, então tem vez que eu faço isto, tiro fotos diferentes só para colocar em outros sites, daí quando o cliente me liga eu pergunto da foto, da foto ele sempre se lembra, «Ah, foi aquela que eu estava de biquini rosa? Ah tá, já sei em que site você me encontrou», por vezes é assim que eu sei das coisas.
Mas pronto, cá estão algumas fotos de 2011, aos pouquinhos vou dando notícias do site, estou trabalhando nele esta semana.
Beijinhos.
O que faz de mim uma acompanhante exclusiva – III
outubro 17, 2011
Um dos meus melhores clientes é um homem muito culto e gentil. Entretanto, como em toda relação, há um processo inicial em que um vai conhecendo melhor o outro, sabendo o que o outro gosta ou não, e isso não é diferente na minha actividade enquanto acompanhante, e melhor dizendo, isto faz parte do processo enquanto acompanhante exclusiva.
Sexualmente, é um cliente que conheço muito bem; fui explorando o corpo dele de várias maneiras ao longo dos encontros, tentei incitá-lo de diversas formas, até poder ter certeza do caminho a seguir, e hoje sei, me sinto completamente segura quanto a isto, sei realizá-lo plenamente, e até duvido muito que alguém consiga tão facilmente esta proeza com tamanha perspicácia e segurança. Sei como e onde tocá-lo. Sei chupá-lo do jeito que ele mais gosta. Sei como ele gosta de me penetrar. Sei que ele gosta quando eu caio pro lado, de cansaço. E apesar de saber isto tudo, também sei surpreendê-lo na cama, sempre que me apetece.
Mas os nossos encontros não se baseiam apenas em sexo, e desde o princípio eu tinha notado que ele era um cliente do mais alto nível, e que não me procuraria apenas para encontros de cama. Um dia, o primeiro dia em que ele quis que eu jantasse com ele, já no carro dele fui observando o que ele ouvia, suas expressões, etc., e tudo isto ia me fornecendo pistas da pessoa que eu tinha ao lado. Ele é um homem que gosta de sair, de viajar, e realizamos inesquecíveis viagens juntos, tanto nacional quanto internacionalmente. Mas saímos muito por Lisboa também, ele é um homem culto, geralmente só ouve música clássica, e como era um homem muito ocupado no trabalho – e que me procurava justamente por isto, por ser um escape ao stress constante da sua vida profissional -, eu que estava sempre a sugerir uma ou outra peça de teatro, um musical, um fado, um ballet, uma ópera, um concerto de piano, a gente foi nisso tudo, a gente viu isso tudo juntos, e ele me agradeceu muito, primeiro porque ele jamais teria tempo para ficar conferindo qual era a agenda cultural da cidade, segundo porque eu estava a avisá-lo de coisas que sabia que ele ia gostar, logo um sinal da minha atenção à pessoa dele, e em terceiro, claro, pela minha companhia em todos estes eventos.
Por razões de cunho totalmente pessoal, incluindo uma viagem que talvez não tenha volta a Portugal, não o tenho visto mais. Mas ficamos amigos, e o mais importante, vivemos coisas muito legais juntos. Lembro de todos os restaurantes que a gente foi, dos musicais que a gente assistiu, dos passeios, das viagens, e tudo isto foi tão especial para ele quanto foi para mim.
Não tenho como me lembrar de todos os clientes que já foram para a cama comigo, e nem mesmo daqueles que já foram para a cama comigo mais do que uma vez. Sério, sei que é horrível isto, mas por vezes já aconteceu de eu ter que perguntar para o cliente se eu já fui para a cama com ele, sei que é super indelicado, mas às vezes tenho a sensação que sim e acabo perguntando, rs, só para tirar a dúvida, rs. Eu lembro muito das vozes, e dos toques, mas olhando para uma pessoa eu nem sempre sei, nem sempre lembro, até porque quando nuas elas podem ser muito parecidas, porque alguns homens têm o corpo igual ao dos outros, outro tem o pénis igual a outros que já atendi, outro já me lembra outro e outro que gostam dessa posição x ou y, ou tem este ou outro fetiche, tudo vai me remetendo a coisas que já vivi e que já aconteceram, mas quando o encontro é para além da cama é diferente, a lembrança é mais viva justamente por tudo aquilo que foge do habitual, e pela convivência, pela busca de cumplicidades, pelas experiências que são divididas, muitas vezes vividas com o mesmo interesse e intensidade.
Voltando a falar do tal cliente, ele me disse que, apesar de ser experiente com acompanhantes – e é mesmo, ele teve acompanhantes em várias partes do mundo -, nenhuma outra tinha tanto cuidado e tanta atenção como eu. Por isto, inclusive, ele me estimulou muito na minha vida enquanto acompanhante, digo, no sentido da minha valorização pessoal e profissional, e eu agradeço-o imenso por isto, até porque eu não teria me tornado também uma acompanhante internacional, nos últimos dois anos e qualquer coisa, se não fosse graças ao estímulo dele.
Às vezes eu me sinto muito cobrada. Pessoas por vários lados exigindo de mim uma perfeição que eu não tenho, nunca tive nem pretendo ter. Eu sempre me comprometi em fazer o melhor sim, em dar o melhor de mim, mas não em ser perfeita. Eu também xingo, brigo, choro, reclamo, sou humana, e é a isso que me comprometi, em continuar sendo humana apesar de toda a mecanização ditada pela minha actividade. Não é só a perfeição, às vezes sinto que exigem tudo de mim. Me sinto como o personagem do livro O Perfume, que no fim é engolido pela multidão. E este cliente – não, não foi por ele que me apaixonei, infelizmente não foi – foi um cara muito especial pra mim por causa disso, porque foi um dos poucos que olhou para mim de verdade, sabe? Ele olhou para mim e me enxergou. Na verdade nem foi bem assim não, ele foi me olhando aos poucos, me descobrindo aos poucos, e de repente lá estava eu, meio 2 mais 2, bem mais simples do que era possível prever. A gente se divertiu muito, e fez coisa muito bacana juntos, e foram poucas as vezes que senti isso, que alguém entrou na minha vida realmente para acrescentar algo, e nem pensem que estou falando só de dinheiro. Poucas as vezes estive com alguém assim, que não ficasse me medindo, me avaliando, me questionando, esperando o primeiro furo, o primeiro erro ou a primeira contradição. Poucas as vezes em que estive com alguém assim, que me aceitou com qualidades e defeitos, e que mesmo assim me achou o máximo, eu sendo exactamente como sou. Poucas vezes também fui estimulada de forma tão positiva, poucas vezes alguém me viu melhor, mais capaz, preparada. Acho engraçado que, quando as pessoas me fazem elogios, elas dizem “ah, as pessoas devem te dizer isto todos os dias”, ou dizem “nem vou dizer não porque você já sabe, todo mundo te disse”, mas ele não, ele foi directo, ele disse logo, e não deixou de dizer só porque os outros talvez tenham dito; ele quis que eu tivesse certeza que sim, que era admirada, que era querida, que era desejada, e isto é fantástico.
Eu, que estou acostumada a fazer companhia, tive também uma companhia incrível.
Pensando em fazer sexo anal
outubro 16, 2011
Comentei sobre isto por esses dias no meu twitter, ando a pensar muito em sexo anal. Pra quem não sabe, pra quem perdeu o início do blog, eu faço muito sexo anal sim, mas… nos homens, com um vibrador! Em mim… apenas 3 vezes e meia. Este “e meia” porque, da primeira vez que tentei, o meu cliente não conseguiu penetrar e, de facto, não chegou a acontecer, apesar de termos tentado muito.
E qual foi a última vez que fiz sexo anal? Ai, já nem me lembro. Foi no comecinho do blog, bem no comecinho, antes de ter publicado o livro ainda.
Por qual razão eu não continuei fazendo sexo anal? Ah, por um montão de coisa. Primeiro porque não gostei, doeu toda vida e não achei piada – apesar de defender que ninguém pode dizer que gosta ou desgosta de nada quando só fez 3 vezes e meia. Depois porque, de certo modo, eu queria ter uma coisa que fosse mais minha, sabe? É que a vagina já tem a sua lubrificação natural, já o ânus necessita de muitos outros cuidados, e lubrificantes – raramente uso lubrificantes no sexo vaginal; acho que numa relação é o meu próprio corpo que tem que produzir lubrificação, e se não produz lubrificação é porque o homem não está me dando prazer, e se ele não está me dando prazer é porque alguma coisa está errada, já que na minha teoria o sexo é algo para o prazer de ambos, caso contrário seria masturbação, todavia eu notava que, para o sexo anal, lubrificante seria mesmo indispensável -, e aquela coisa toda, e de repente esta sensibilidade toda me assustou, por isto não quis trazer isto para a profissão, preferindo deixar para a minha vida privada (apesar de, na minha vida privada, também não ter chegado a fazer sexo anal com nenhum namorado).
Mas na verdade, na verdade mesmo, o motivo mais forte está no facto de não querer fazer uma coisa na qual sou pouco experiente. É que eu sou muito profissional, até mesmo nas minhas relações PESSOAIS, me entendem? Eu sei, vocês não entendem, mas é assim: eu estou atenta, o tempo todo, inclusive quando estou tendo muito prazer, porque me sinto responsável pelo sexo. Estou atenta se está tudo bem com o preservativo, se não vai rasgar ou soltar, estou atenta com o meu corpo, estou atenta com o corpo do cliente e etc. Tenho que estar atenta porque, se eu não estiver, geralmente o cliente não está. Aliás, o homem, em geral, independente de ser cliente ou não, na hora da empolgação esquece de tudo, e por isto que eu tenho que prestar atenção, seja para evitar doenças, seja para preservar o meu conforto, para não me machucar, etc. É muito mais fácil o homem machucar uma mulher, ou o sexo não ser bom para a mulher, do que o homem ser machucado ou não sentir prazer, e por isto tenho que ser eu a estar preocupada com tantos detalhes, atenta a tantos pormenores. Mas eu consigo estar atenta a tudo e ter prazer, isto porque ao longo dos anos fui me adaptando, mas o facto é que eu não consigo deixar tudo simplesmente por conta do homem, porque sei que, se fizesse isto, eu não teria o mesmo prazer que tenho, e ainda mais, corria o risco de doenças ou de o sexo não ser confortável para mim.
E aí foi isto. Ao longo dos anos, fui fazendo tudo o que sei fazer. O que me sinto segura. Aquilo que consigo controlar. Mas fui me desviando do anal mais por isto, por não ter total segurança, e, muito sinceramente, por também não confiar plenamente nos homens para deixar por conta deles, inclusive porque, muitas vezes, os homens que atendo não fizeram tanto sexo na vida quanto eu, rs.
Mas andei pensando muito nisto. Pensando que, se calhar, era um passo que eu devia dar. Até para me sentir mais segura. Até para descobrir que, talvez com outros homens, eu possa ter novas sensações. Também é algo que eu sinto precisar fazer, para me sentir mais completa enquanto escort. Eu sempre me sinto a menininha inexperiente, apesar dos anos de actividade, apenas por não fazer anal. Eu que sou tão mente aberta, me sinto uma puritana, por não fazer algo que para a maior parte das pessoas é tão comum, tão natural. De certo modo, acabou se tornando um tabu na minha vida.
Amigas minhas já me deram diversas dicas. Uma amiga me disse o seguinte: Ela faz, mas não é uma garantia. Quando o homem chega, dependendo do tamanho do pênis dele, aí que ela vai decidir se faz mesmo ou não. Por isto que tem honorários com sexo anal ou sem sexo anal – tanto no mercado nacional como no internacional isto é comum -, o homem chega e paga o valor do encontro, mais um valor extra pelo sexo anal, mas se ela ver que com o pênis dele não vai conseguir, devolve para ele o valor extra do anal, é mais honesto assim. Outra amiga, acompanhante de elite, me aconselhou o seguinte: não deixe o homem se empolgar, a sensibilidade da vagina é uma coisa, a sensibilidade do ânus é outra, jamais deixe o homem ficar penetrando a vida toda, como se fosse na vagina.
Não quero fazer sexo anal com todos os homens, quero apenas estar preparada para isto quando decidir fazê-lo com alguns clientes especiais. E o primeiro passo já dei: fui ao sexshop e comprei um desensibilizante.
Quando um cliente representa lucro ou prejuízo – Parte Final
outubro 15, 2011
Se você atende um cliente e este cliente te esgota tanto a nível físico ou psicológico de modo que você depois é obrigada a tirar uns dias para “descansar do cliente”… bom, então este cliente representa um prejuízo. Se o cliente consumir horas a mais para além do tempo que ele pagou, ele já está representando um prejuízo.
Por vezes, uma pessoa procura uma acompanhante trazendo com ela todo um peso da vida que ela tem, todas as frustrações, todas as más energias, e já aconteceu isto uma vez, eu atendi um homem que veio carregado com tantas más energias, tantas frustrações da vida dele, que depois eu fiquei vários dias sem conseguir atender ninguém, enquanto não me livrava daquela lembrança daquele homem que me visitou. Para piorar a situação, ele ainda ficou me contactando todos os dias, tentando consumir o meu tempo quando já tinha consumido mais que isto na hora que foi paga. Ou seja, eu já não estava trabalhando, mas era como se eu continuasse a trabalhar, e de graça, porque toda hora ele me lembrava daquilo, até carta ele escreveu.
Sobre a parte física, eu já disse umas mil vezes que não gosto de homem de pinto grande, não gosto mesmo, e é claro que o meu atendimento vai ser muito diferente com homem de pinto pequeno pequeno ou médio ou com homem de pinto grande, tem situação que eu nem encaro, tem que ficar na mãozinha mesmo, e outras situações eu posso até encarar, mas é óbvio que vou estar muito mais limitada em termos de movimento, e acredite, todo homem de pintão gosta das posições mais complicadas!
Tenho que cuidar da minha fofinha, ela também é meu material de trabalho, rs. Se minha fofinha fica machucada, se depois não aguento transar com mais ninguém… este homem então representa um prejuízo, e não um lucro. Se você atende um homem a 200 e depois fica três dias sem trabalhar, significa que você ganhou 200 mas perdeu, no mínimo, 600. Fora os gastos na farmácia.
Gosto muito de sexo, mas, gosto tanto de sexo, que não penso em fazê-lo apenas hoje.
Tem a questão emocional também. Me perguntam muito sobre isto, se eu nunca me apaixonei por cliente, e eu respondi que simplesmente nunca tinha acontecido. Mas nos últimos tempos aconteceu, isto foi nos últimos meses, já faz algum tempo, não cheguei a comentar, mas foi uma situação muito complicada mesmo, e na verdade nem quero falar sobre isso agora, mas, de facto, eu vejo muitas amigas minhas, aqui e acolá, sempre se apaixonando por clientes, e apaixonar por clientes também pode ser prejuízo se a relação não vingar, porque sabe como é mulher apaixonada, depois só quer love, love, love, e daí é o mesmo que ser dono de padaria e distribuir pão de graça.
De resto, pode ser tudo muito tranquilo para ambos, se as boas regras forem respeitadas. Se o tempo for respeitado. Se o atendimento for mais humano, e não uma coisa mecânica. Se a mulher for vista como uma mulher, mas também como uma escort, que aluga o seu tempo e que vive disto.
Quando um cliente representa lucro ou prejuízo – Parte II
outubro 14, 2011
Há muitas coisas que eu compro unicamente em função de ser acompanhante. Coisas que na minha vida normal não me fariam a mínima falta.
Todo cliente se vê como lucro para uma acompanhante. Ele acha que, pelo simples facto de ele pagar, representará lucro para ela. Mas nem sempre é assim.
Há pessoas que me categorizam como “acompanhante de luxo” em função dos meus honorários, mas eu não me considero uma acompanhante de luxo. Sou sim, uma acompanhante de topo, em função da qualidade dos meus serviços e do meu atendimento, da minha dedicação, do meu profissionalismo, do meu envolvimento, da minha experiência, do meu à vontade e da minha vontade de prestar um bom atendimento, mas “de luxo” seria algo demasiado vago para definir a minha postura no sector. Ofereço o melhor atendimento que posso, o melhor serviço de companhia e relax para os melhores homens, mas não ofereço luxo. Porque se eu oferecesse luxo, meus caros, aí eu estaria pagando para trabalhar.
É importante tomar cuidado com aquele tipo de cliente que quer luxo de mais. Se ele quer luxo, então pague por ele.
Cliente que quer luxo vai para hotel 5 estrelas, fica lá hospedado e de lá contacta uma escort, ele não vai até ao apartamento dela querendo isto ou mais aquilo. Em Portugal inventaram isto de “apartamento de luxo”, isto não existe, porque, se existisse, os honorários não seriam o que são. Porque veja bem, se fosse para ser mesmo luxo, se fosse para por exemplo servir uma boa garrafa de Dom Pérignon para os clientes, só a garrafa – uma Magnum Vintage, por exemplo – custa mais de 300 euros, logo muito mais do que os meus honorários por uma hora de companhia no apartamento. Posso providenciar tudo, desde Dom Pérignon a helicóptero, mas desde que, claro, o cliente pague tudo isto como extras. Mas chegar num apartamento de uma acompanhante, onde ele paga apenas 150, mas querendo beber uma garrafa que custa mais de 300… ah, sim, isso era bom!
Cliente incall – que vem ao apartamento da acompanhante – sempre representa menos lucro que o cliente outcall – que a acompanhante atende no hotel dele, não só em função do valor do incall ser habitualmente mais baixo que o valor do outcall, mas também em função de coisas que você acaba tendo que providenciar em função de ter o local. Ir ao hotel é mais simples, você só gasta dinheiro com roupa, lingerie, cosméticos, acessórios eróticos e táxi, você vai e volta dentro do horário e ninguém rouba mais ou menos tempo de ninguém, ninguém mexe nos seus porta-retratos, ninguém fica reparando na sua pilha de livros nem procurando algum fio condutor de coisa nenhuma, nem canta no teu chuveiro.
Curiosamente, no hotel o tempo da acompanhante é muito mais respeitado do que quando ela atende no apartamento dela. No hotel, é como se o próprio cliente te ajudasse a controlar o tempo, ou como se ele próprio já tivesse um relógio dentro dele.
Enquanto no atendimento em apartamento é usual você ver por aí clientes reclamando que a menina foi apressada, no hotel este tipo de problema raramente existe.
Ao longo dos anos fui obrigada a discordar das pessoas que dizem que o cliente que paga mais é um tipo mais exigente. Os clientes que exigem mais, na verdade, são aqueles que pagam menos. Eu já conheci os dois lados e sei do que estou falando.
Quando um cliente representa lucro ou prejuízo – I
outubro 13, 2011
Há coisas que os clientes não entendem nunca.
Conforme expliquei, há casas onde as meninas trabalham à base de diária e comissão. Amiga minha estava atendendo numa casa, lá o valor era 60 por meia hora, e ela tanto podia atender pelo seu anúncio como pelo anúncio da casa, com a diferença apenas que, se vir cliente pelo anúncio da casa, ela tem que dar metade – neste caso 30 – para o dono da casa, fora os outros 30 de diária, independente se atender cliente da casa ou cliente dela.
Bom, então num dia ela atendeu um cliente, o cliente veio pelo anúncio dela, pagou 60, destes 60 ela tirou 30 e deu para a casa pela diária, ficou com 30, ok.
No dia seguinte o que acontece? O mesmo cliente viu outros anúncios, viu o anúncio da casa, sabia que era a mesma casa onde ela estava – porque afinal, quando a outra menina que atende o telefone dá o endereço, ele constata que é o mesmo local -, e resolve voltar à mesma casa, por um lado para conhecer as outras meninas – coisa que não acontece quando você liga para um anúncio individual -, mas, por outro lado, também sabendo que, se não gostar das outras, tem lá a minha amiga que o atendeu no dia anterior.
E muitas vezes, na verdade, o que acontece é que o cliente prefere vir assim, tendo ligado por outro número que não é o seu, como uma forma – vaidosa – de dizer “haha, está vendo? Descobri o teu outro número, uma outra forma de te encontrar”, pensa ele, se sentindo o agente 007 pela façanha. (Há coisas que realmente só têm graça para quem não tem o que fazer…) E não sabe ele que, por ter se metido a espertalhão, acabou prejudicando tudo.
Deixa eu continuar a história… O tal cliente da minha amiga apareceu lá, tendo ligado para o anúncio da casa, viu as outras meninas, não gostou muito… e escolheu estar de novo com a minha amiga!
Só que, enquanto da outra vez ele pagou 60, ela ficou com 30 e deu outros 30 para a casa pela diária, desta vez ela vai atendê-lo e ficar sem nada, porque 30 ficam para a casa pela diária, outros 30 também ficam para a casa por ser a metade do valor do atendimento vindo pelo anúncio da casa. Se contar que uma menina usa preservativo, lubrificante, etc., etc., pode-se dizer que aquele cliente, naquele dia, representou um prejuízo. E se neste dia ela não tiver vontade de estar com mais ninguém, por causa dele ela vai ser OBRIGADA a atender outros, só por causa daquele prejuízo que ele representou. Teria sido muito mais fácil se ele tivesse voltado a ligar para o telefone dela, não seria? Mas não, o bicho quer ser vaidoso, tem mania que é James Bond…
Pior, depois que um cliente aparece numa casa, vindo através do anúncio da casa, sempre ficam a pensar que o cliente é da casa, e não da menina. Isto porque cliente individual da menina pode se tornar cliente da casa, mas cliente da casa não pode se tornar cliente individual da menina, explicando melhor, se um dia você vai numa casa pelo anúncio da casa, mas depois encontra o anúncio da menina e passa a contactá-la pelo número dela, sempre vão achar que ela te passou o número dela no quarto, com o propósito de deixar de ter que pagar comissão, mas isso dificilmente acontece, quando você vai pelo anúncio da casa é assim, a menina continua a ter que dar metade do valor do atendimento, mesmo se você depois passar a ligar para o número dela.
E depois um cliente ainda fica sem entender por qual razão que foi atendido mal e porcamente.
