Regras fundamentais antes de procurar uma acompanhante

janeiro 5, 2012

Não é todo homem que pode procurar uma acompanhante. Há regras, entretanto, que são básicas e que a gente nem precisa falar tanto (de novo) nelas, como por exemplo ser maior de 18 anos, ter condições físicas, mentais, psicológicas e inclusivamente financeiras para procurar uma acompanhante, ser uma pessoa discreta, etc.

Tá bom, até aí é tudo muito óbvio.

Logo a seguir entra a questão do ACORDO. É um acordo verbal, que se inicia desde a página web ou anúncio ou conversa telefônica. Este acordo verbal é quando a acompanhante diz as suas condições ao cliente, e este, se aceita tais condições, marca um encontro com ela.

É tudo muito mais simples do que parece: se concorda o cliente vem, se não concorda ele não vem, e procura por outra, que talvez ofereça aquilo que ele procura.

O que pode complicar, justamente, é quando o cliente tenta impor as suas próprias regras, assim não dá. Por exemplo, se digo que não faço nada sem preservativo, o que o cliente tem que fazer – quer dizer, não teria, mas é a opção dele, eu não tenho nada com isso – é procurar uma outra pessoa que então faça o que ele quer, ao invés de tentar convencer quem ele já sabe que não quer e que não faz.

Já aconteceu isso, e não foi só uma vez: eu tinha dito pro cliente ao telefone que não fazia nada sem preservativo, o cliente disse que aceitava esta condição e marcou o encontro, mas, quando chegou aqui, tentou me induzir a fazê-lo. Na cabeça do cliente, eu ia ver que ele era “limpinho” e por isto ia aceitar fazer, ou então ia ver que ele era lindo de morrer, ia ter um ataque de tesão e acabaria por fazer algo sem preservativo com ele, só por ver o quanto ele era lindo. Tenso, viu?

Sério, eu não sei onde é que as pessoas estão com a cabeça. É tudo muito mais simples quando há um acordo, quando este acordo é respeitado. Bom pra mim, bom pra você, bom pra todo mundo.

Mas há outras coisas que eu também acho importante o cliente saber, antes de procurar uma acompanhante:

1) Um encontro não é uma violação consentida

Gente, em que era estamos, hein? É um absurdo pensar que há homens que encaram um encontro como uma violação consentida, por ser paga. Violação, mesmo que consentida, é violação na mesma. Uma coisa é um homem ir ter com uma acompanhante, pagar pelo tempo dela, mas ir consciente de que tudo o que vir a acontecer será de consentimento e desejo de ambas as partes; outra coisa é o homem já ir achando que vai pagar pelo sexo, e que vai obter o sexo só porque ele paga, independente da vontade dela ou não. Claro, há sexo na maior parte dos casos, não vou mentir, mas uma coisa, até da minha parte, é eu sentir esta liberdade da parte do cliente, sentir que ele não veio para impor algo, porque isto é o que faz, justamente, que eu tenha vontade de estar com ele mais intimamente. Não, eu não sou obrigada a fazer sexo com quem quer que seja, assim como o meu cliente também não é obrigado a fazer sexo comigo, mas há um acordo, há um tempo de companhia que deve ser respeitado.

2) Relação One-to-One

A relação que eu tenho com os meus clientes, com cada um dos meus clientes, é única. A relação que tenho com o cliente A não tem nada a ver com a relação com o cliente B ou C, porque cada um é uma pessoa diferente, única. Mas além disso, a relação que eu tenho com o meu cliente é só com o meu cliente: esta relação não tem nada a ver com o pai dele, a mãe dele, a esposa dele, os filhos, cachorro ou papagaio. Apesar de ter sim, muitos clientes que chegam dizendo “ai, eu tenho relação aqui contigo porque me falta sexo lá em casa”, a verdade é que, no fundo, esta procura não tem nada a ver com a esposa dele ou com o sexo que a esposa dele faz ou deixa de fazer (até porque também tenho clientes que têm sexo bom e em quantidade em casa, e que nem por isto deixam de procurar acompanhantes), mas com uma relação que ele tem com ele próprio, com o seu próprio corpo, com suas próprias carências, com sua própria identidade, até porque ele podia ser um tipo de homem que tem pouco sexo mas que se contenta com o pouco que tem, assim como também podia ser o tal que tem muito e nem por isto procurar fora. Claro que eu também sou mulher e, como tal – principalmente enquanto ser humano, com defeitos e qualidades – tenho os meus próprios juízos, os meus próprios conceitos sobre o certo e errado, assim como acredito que muitos também têm em relação ao meu trabalho. Claro que, enquanto mulher, não acho a coisa mais linda do mundo um homem casado ir procurar sexo com outra, independente de ser acompanhante ou não, mas é justamente enquanto acompanhante que evitarei fazer sempre qualquer juízo. Enquanto acompanhante, eu estou ali para o cliente, e não para o passado dele, a família dele, ou tudo aquilo que o rodeia. Ele vem para ter comigo, uma coisa só eu e ele, e de facto nada mais além disso me interessa. É como se esse tipo de fuga fosse uma coisa só dele, que só pertence ao universo dele, e eu respeito isso, mas uma exigência importante é que, para viver o seu mundo, você de forma alguma prejudique aquilo que tem em volta. Por exemplo: se o cara é casado, eu não tenho nada a ver com isto e não posso julgá-lo, mas é obrigação dele tomar todas as precauções para não prejudicar a família dele em função daquilo que ele faz em privado.

3) É para quem faz, não para quem só faz barulho

Tenho vários amigos que conheci através do blog e que não são meus clientes, nem serão, e não é deles que falo. Falo daqueles que me procuram o tempo todo prometendo um programa um dia, e que nunca marcam: estes só fazem barulho, e nunca serão clientes. É preciso um homem ser homem, e encarar uma coisa: há quem esteja preparado para isto, há quem não esteja, há quem seja apto, há quem não seja, há quem possa fazer, há quem não possa. Não está preparado? Então não procure uma acompanhante, não perca o seu tempo e nem o dela. Há muita, muita gente que acha interessante estar sempre no meio de acompanhantes, seduzir acompanhantes e etc., sem no fundo nunca vir a procurá-la como cliente, mas isso na verdade é um grande incómodo, e uma grande perda de tempo. Não só isso: a falta de decisão, por exemplo, pode prejudicar a discrição dela. Isso não é para todos, meus caros. Se não sabe brincar, se não está preparado para brincar, saia da fila e não atrapalhe quem quer e pode brincar.

 

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