Como devem ter visto ao lado – no final, em “Entradas mais populares” – aqui no amanteprofissional.wordpress.com os posts que escrevi sobre a ejaculação precoce são os mais lidos. E em função disso tenho recebido muitos, mas mesmo muitos e-mails de pessoas que me fazem a mesma pergunta:

“Será que tenho ejaculação precoce?”

Bom…

É o seguinte… Eu não tenho como saber disso sem te conhecer. E que fique claro, não estou falando isso para estimular ninguém a ter um encontro comigo, mas estou sendo mesmo sincera.

Tipo, eu não conheço toda a sua vida sexual. Para eu poder dizer para uma pessoa “você tem ejaculação precoce” eu, no mínimo, conheço um pouco dela.

O facto de você gozar rápido uma ou duas vezes não quer dizer que tenha ejaculação precoce. O facto de você fazer sexo poucas vezes e acabar gozando rápido quando faz, não significa que você tenha ejaculação precoce.

Bem, eu teria que dar muitos exemplos aqui, e darei, assim que possível.

O que é importante lembrar, neste momento, é que na maior parte das vezes, felizmente, o problema da ejaculação precoce é psicológico, não físico.

(Aliás, se fosse um problema físico nem eu poderia resolver…)

Como tenho recebido mesmo muito e-mails com questões sobre esse assunto, há outra coisa que tenho que dizer: meninos, não tenham medo ou vergonha, procurem um médico. Não saiam confiando apenas em mim para poder dizer uma coisa ou outra. Eu posso dizer o que aprendi com a minha experiência, mas eu não sou médica, logo não posso te dar um conselho mais clínico. Converse com o seu médico, pergunte, faça os exames necessários, isso sim, te dará uma noção muito mais realista da sua situação do que perguntar a uma acompanhante se tem uma coisa ou não, se o seu comportamento sexual é isso ou aquilo. Porque veja bem… Enquanto acompanhante, e falando da minha experiência, eu naturalmente falarei em função de estatísticas. É inevitável, com o tempo mentalmente acabo fazendo estatísticas. Mas as minhas estatísticas são, pois claro, em função dos homens que recebo. Eu posso dizer, por exemplo, que dos homens que atendi e que tinham ejaculação precoce, a maioria tinha uma causa psicológica, porque isso era verdade. Posso dizer que consegui ajudar uma grande maioria a aprender a ter prazer por mais tempo e proporcionar prazer, isso também é verdade. Porém isso é importante lembrar: eu estou falando das minhas experiências e das minhas experiências com as pessoas que conheço. É verdade que, com o passar dos anos, este número de pessoas se tornou extenso o suficiente para eu poder dizer algo com mais certeza, sabendo do que estou falando, mas mesmo assim apenas falo das pessoas que conheço.

Bom, há sempre muito assunto para este blog, todos os dias. Eu escrevo vários textos, anoto temas, mas infelizmente não dá para publicar tudo de uma vez. Mas aos poucos sim, vou falando sobre tudo. Por isso, se se interessa em saber mais sobre a ejaculação precoce, aconselho que faça uma procura neste blog, basta colocar ejaculação precoce na caixinha que vão aparecer todos os posts escritos com este tema. Além disso aconselho fazer uma pesquisa lá no amanteprofissional.com/blog também, aqui é um espaço provisório, tem poucos posts, enquanto lá escrevi mais de 1500 (com vários temas, claro).

E aos poucos, pode contar, voltarei sempre ao tema da ejaculação precoce, até porque sei que é um problema muito comum para os homens (e para algumas mulheres também).

Ainda tenho que explicar, um dia, a minha posição em relação à ejaculação precoce.

… Mas outro dia.

Mar Novo

Setembro 10, 2008

Ontem deixei um post aqui numa hora que, afinal, eu nem estava aqui. É que nessa hora estaria num encontro, então deixei o post programado.

Gosto de homens como ele. Meiguinho que só. Calmo. Educado. Pura harmonia. Está perto dos 60, mas não parece. Não que isto tenha importância, apenas foi um detalhe que reparei.

Tem uma profissão que não é uma das mais comuns dos amigos que tenho. Mas não vou dizer o que é, justamente por isso.

Quando chegou pedi que aguardasse uns minutinhos, porque, como sempre, eu estava saindo do banho. E ainda assim, quando entrou, eu ainda não estava 100% pronta, tanto que indiquei que se sentasse enquanto fui passar perfume. “Preciso apenas de uma gotinha de perfume” – disse – “Porque sem perfume eu não sou ninguém.” Era o Channel, o meu amigo Channel. E ainda tinha que colocar uns brincos, mas não achei os que queria colocar, então pus umas argolas.

Um doce, me trouxe dois livros de presente. Um mais poético, outro mais erótico. Fui ver na estante, porque achava que tinha um deles. Ainda acho que tenho, mas vou conferir primeiro na outra estante, a dos livros que planeio ler em breve.Nem é uma outra estante, mas uma mesa, mas nela, junto com os livros, há muitas coisas também, como agendas e materiais que imprimi e encadernei, coisas que pretendo revisar quando me sobrar tempo, sabe-se lá Deus quando.

Vou chamá-lo de “Mar Novo”, porque conversamos sobre o mar – e também sobre fazer sexo no mar – e porque um dos livros que ele me trouxe foi o Mar Novo da Sophia de Mello Breyner Andresen.

Conversamos bastante. Eu contei algumas histórias minhas, ele contou algumas histórias dele também. Tipo diálogo, não monólogo, delícia.

Olho no olho, sempre.  Olhos ternos, carinhosos, vivos, humanos.

Me conhece há muito tempo, desde aquela reportagem de capa para a revista Domingo, aquela primeira que me popularizou. Disse que desde então pensava: “Quando for à Zona Centro quero ver se consigo visitar a Paula”. Mas nunca dava, porque não conseguia marcar com antecedência. Então disse que ficou feliz quando me mudei para Lisboa, afinal estaria mais perto dele. Aí eu brinquei: “Eu já estou em Lisboa há mais de um ano e só agora você me procura?”

Ele tem um sobrenome estranho. Estranho para mim, pelo menos. Mas claro, não vou também dizer qual é, isso é uma coisa nossa.

Depois dançamos, Maria Rita, que adoro. E tiramos a roupa, afinal… já pensou se a gente fica com calor?

Então estávamos na cama.  Tem a pele lisa e macia, coisa que adoro. «É muito bom estar contigo» – ele me dizia ao ouvido.

Já esteve com outras acompanhantes, mas não é o tipo de homem putanheiro  – em bordel usávamos muito essa expressão – e que trata mulher como objecto. Nota-se. Explicando, ele nem precisava de dizer muita coisa, porque eu via isso nele. Eu via que ele era um homem bom e terno. E é muito bom sentir isso em alguém, eu fiquei leve e deixei acontecer.

Não é por nada não, mas… Pô, que pinto gostoso tem aquele homem! Ele acha engraçado eu falar a palavra pinto. Sabe o que eu acho engraçado? Eu ter esse prazer enorme  de dizer a palavra pinto.

Não podia deixar de contar esse detalhe, porque era um pinto muito gostoso mesmo.  Bom para chupar, bom para penetrar. Tipo, tem pinto que por vezes só é bom de chupar, outro que é só bom de penetrar. o dele era bom para as duas coisas. Encaixava bem, perfeito. Ainda era uns 2cm maior do que aquilo que gostaria que fosse – senti apenas no fim, quando ele levantou as ancas – mas mesmo assim era muito bom, tinha o encaixe perfeito. Gozei duas vezes.

Gostava de fazer sexo com ele enquanto acariciava a sua nuca. Que nuca gostosinha a dele!

Também conversamos na cama, e falamos muito sobre sexo, principalmente sobre os preconceitos e pudores.

Adorei conhecê-lo. Foi, realmente, um bálsamo. Meu corpo e minha alma ficaram leves e tranquilos…

Apenas para facilitar as coisas, adicionei uma página «Encontros» na Agenda.

Criei a agenda para ser um espaço isolado, um local onde apenas falaria da minha disponibilidade, eventos, folgas, etc. Mas quem consulta a agenda é, principalmente, aquele que tenciona ter um encontro comigo. Aliás, este foi um dos propósitos principais. Em dias de folga, por exemplo, posso não querer atender o telefone, afinal, se atendo o telefone, nem será folga, risos. E além das folgas, há também outras coisas. A primeira é que não sou uma acompanhante a tempo inteiro, mas apenas em alguns momentos ou fases do meu dia. Durante o meu dia, tenho uma vida normal como qualquer outra pessoa, com o detalhe de que, em certos horários, recebo pessoas no quarto. Enquanto amante profissional, e querendo atender apenas pessoas meigas, educadas, carinhosas, que buscam sobretudo por uma amante que também seja amiga, significa também que as coisas não são como antes, como quando trabalhava em apartamentos de convívio, por exemplo. Em apartamento de convívio era dar as informações o dia inteiro e atender o dia inteiro. Ou seja, assim que ficava livre, outro ligava, outro vinha (isto é o que eu chamo de “amor ao próximo”, risos) e eu atendia, ou seja, o dia inteiro era assim. Mas hoje não. Hoje me dedico a algo mais humano. Bem, e significa também que não fico o dia todo ao telefone, aguardando o “próximo”. Faço a minha vida normalmente, e nos horários marcados sim, recebo pessoas. E some também a vida pesoal. Numa outra actividade, a vida pessoal não afectaria tanto. Se eu trabalho numa loja de cosméticos, por exemplo, e tenho um problema familiar, não é o problema familiar que vai justificar a minha ausência. Outra coisa é ter um problema sendo acompanhante, porque não é um “serviço”, mas uma relação entre pessoas, corpo e alma, e eu preciso estar muito bem, muito inteira para estar com uma pessoa. Então se por vezes estou de folga, ou se acontece uma coisa desse tipo que não me permite estar inteira, e eu resolvo tirar uns dias para mim ou para resolver algumas coisas, o que acontece? Uma pessoa me liga,  e me liga outra vez, e não consegue falar comigo. É verdade que, quando isso acontece, as pessoas só pensam em duas coisas: ou fui embora de vez, ou estou trepando o dia todo, quando pode nem ser isso, mas ser uma coisa pessoal, por exemplo (é que, alguns esquecem, as acompanhantes também têm vida pessoal, rs). Bom, aí por isso criei a agenda, pelo menos assim poderão saber a razão das alturas em que estiver menos disponível, e logo saberem aquelas em que estou mais disponível também. É óbvio que certas coisas não dá para especificar. Estar menstruada, por exemplo, é algo que não devo referir, afinal, tem homem que pensa que o ciclo de toda mulher é de 30 dias, e depois fica fazendo as contas… (risos). Ao criar a agenda dividi-a em categorias, ou seja, há a minha agenda enquanto amante profissional, minha agenda enquanto autora, agenda pessoal, etc. Pode parecer que não tem nada a ver, mas tem sim. Por exemplo, se hoje saio para dar uma entrevista enquanto autora, isso significa que vou estar ocupada e que portanto não posso atender. Aliás, quando dou entrevistas, por exemplo, na altura costumo ficar sem atender. É raro eu dar entrevista no local que atendo, mas, se isso acontece, uma coisa que faço é não atender ninguém naquele dia. Why? Porque veja bem, imagina o jornaiista saindoda minha casa e vendo alguém entrar. Mesmo que nem seja este o caso, ele logo vai suspeitar que a pessoa que entrou é um “cliente”, e eu, para preservar a privacidade das pessoas, tomo sempre todos os cuidados no que diz respeito à discrição.

Mas a agenda acabou sendo também conhecida por outras pessoas, que não conheciam os meus espaços na web. E como os meus espaços na web continuam com esse problema, ou seja, ainda estou actualizando tudo, o que acontece é que uma pessoa vê a minha agenda enquanto amante profissional mas depois não sabe como me contactar como amante profissional, ou quais são as minhas condições, etc. Então, apenas para facilitar – não gerando dúvidas – criei, dentro da agenda, uma página chamada «Encontros». É uma página básica, bem básica mesmo, apenas com a informação essencial (até porque é uma página só), mas serve, pelo menos, para não gerar dúvidas.

Pulseirinha cativa

Setembro 8, 2008

Estou quase acabando a faxina.  O problema de ser eu a fazer a limpeza da casa é apenas este, sou lenta.  Mas agora falta pouco, bem pouco.

Quase perdi a minha pulseira, a minha pulseirinha cativa. Eu não ia me perdoar nunca se a tivesse perdido. Quem me deu essa pulseira não me dá outra, aliás, ele não me dá mais nada, nunca mais, nem um telefonema ou um sorriso. Este foi o acordo, desde o princípio. Eu não sabia é que ia doer tanto.

Pior, eu teria perdido sem saber que perdi. E só fui descobrir que perdi porque o aspirador engoliu uma tecla do meu computador – eu mereço, risos – aí tive que abri-lo para ir lá buscar a tecla, e o que estava também lá junto com os pós e fios de cabelo? Isso, a minha pulseirinha.

Se não tivesse sido necessário abrir o aspirador eu nem saberia que a pulseirinha poderia estar lá, até porque me lembro muito bem onde a tinha deixado na última vez.  Tinha ido dar uma entrevista, aí me lembrei que tinha a pulseirinha, então a tirei para não aparecer no vídeo. Tinha o costume de usá-la sempre, não tirava nem para tomar banho, e por isso resolvi tirá-la no momento da entrevista, afinal alguém podia me reconhecer pela pulseira. Aliás, uma vez esqueci de tirar a pulseira e fui fotografada assim, e fui reconhecida. Sabe por quem? Por quem me deu a pulseira. Foi a última vez que tive algum contacto dele, ele me mandou uma mensagem sms. Ainda tentei ligar assim que vi a sua mensagem, mas ele não atendeu e eu, que tenho desconfiómetro, nunca mais tentei ligar.

Como pode ter ido parar dentro do aspirador? Sei lá, possivelmente tirei alguma coisa da bolsa, a pulseirinha caiu no chão e não vi, e na hora da limpeza o aspirador logo sugou a minha pulseirinha. Ainda bem que o aspirador comeu a tecla do meu computador, caso contrário eu nunca mais ia achar aquela pulseira. Ainda bem, ainda bem.

Essa pulseira tem um valor sentimental para mim. Foi um cliente que me deu, o meu ex-cliente dos Domingos. Eu sabia que, um dia, ele ia embora da minha vida e nunca mais ia voltar. Mas foi o acordo, desde o princípio, e eu sabia que, quando esse dia chegasse, mais nada poderia ser feito, a não ser ficar aqui, à distância e em silêncio, torcendo por ele.

Folga parcial

Setembro 8, 2008

Hoje tive um encontro tranquilinho mais cedo, era só para fazer uma massagem. Bem, nem se o homem quisesse – ele até queria, mas querer não é poder – eu poderia fazer outra coisa, ele estava todo partido, coitado.

Atendi porque já estava marcado, mas hoje não dava para atender não. É que hoje tenho que fazer as coisas que planeei fazer no fim-de-semana, mas que não fiz porque fiquei resolvendo – ainda não acabei – essas questões dos meus sites e blogs.

Domingo para mim é “dia de Maria”, ou seja, dia de fazer faxina na casa. E acabei não fazendo, por causa dos sites, então no máximo cuidei das minhas plantas. Mas hoje não tem jeito, os sites vão ter que esperar, afinal tenho marcações para essa semana e a casa tem que estar um brinco.

Vou almoçar agora, assim que acabar vou começar com as limpezas…

É cansativo, eu sei, mas gosto de eu mesma fazer a limpeza, de ver a casa se transformando, ficando do jeito que quero. Mas não contrato uma pessoa para fazer isso por mim porque fico sem graça (por ela, não por mim). Imagina a cara da senhora encontrando um vibrador enorme no quarto? E ter que contratar alguém para me poupar tempo, mas ter que gastar um tempo enorme escondendo tudo aquilo que pode ser “suspeito”… bem, seria gastar tempo dobrado, logo é mais fácil ser eu a fazer esse servicinho.

O site provisório

Setembro 3, 2008

Está quase, quase, quase o site provisório, estou fazendo uns ajustes finais. Para já, para quem quiser conhecer, o endereço é este:

http://paulalee.no.sapo.pt/.

Este é um site que reunirá informações minhas enquanto pessoa, acompanhante e autora, sim, tudo na mesma página para simplificar.

É apenas um site provisório enquanto resolvo a questão do servidor.

Vou agora fazer os últimos ajustes, depois dou mais detalhes.

P.S.: Foi mal, foi mal. Tinha aqui colocado o site no ar, mas esquecido de renomear a página index.html, estava trabalhando nela com outro nome… Mas pronto, agora já dá para entrar.

Os telefonemas de hoje

Setembro 3, 2008

Hoje o dia começou com telefonemas muito estranhos. Tipo, muito diversificados.

Me ligou um homem com um tom de voz muito objectivo, muito decidido. (Sabe, eu atendo telefone o dia inteiro, e trabalhei num sexphone, logo uma voz é algo que me diz pelo menos um pouco sobre as pessoas). Disse que andava numa cadeira de rodas, queria saber as condições para estar comigo. Como já tinha falado sobre a questão da acessibilidade no meu site, pensei que então ele tivesse ido na página, e fiquei contente por me ligar. Mas a página está fora do ar, pelo menos para mim. E realmente não tinha ido lá, dado que me perguntou sobre os honorários. “Preço”, na verdade as pessoas só falam “preço”, risos. Aí eu falei dos honorários, 100 por 1h, 180 por duas. Ele disse que então não dava, era muito caro para ele, despediu-se de forma educada e rápida e desligou.

Logo depois me liga um rapaz, deve ter no máximo uns 30 e poucos pela voz, talvez nem isso. Perguntei como conseguiu o meu número, ele disse que foi um amigo que me recomendou. Ah é? – perguntei. Aí ficou me falando que o amigo tinha me recomendado muito bem a ele, que disse que eu era muito fogosa. “Mas é que eu não sou muito fogosa não”, respondi. (Há quem ache que eu sou, mas eu não acho que sou não, rs).

Mas o rapaz era educado. Bem, fiquei com uma sensação – quase de certeza absoluta – de que não era verdade essa história do amigo que tinha estado comigo e me recomendado, mas mesmo assim gostei da voz do rapaz, mesmo sabendo que o telefonema era quase um trote.

Simples: as hipóteses eram muito pequenas de alguém ter me recomendado, e explico o motivo… Pelo menos 90% dos homens que vêm ter comigo são muito, mesmo muito discretos. Por “discretos” quer dizer que, na maioria das vezes, nem os amigos deles sabem que eles se encontram comigo. É o nosso segredo, uma coisa só nossa.

Já aconteceu até, várias vezes, de algum amante meu me contar que o amigo lhe confidenciou estar pensando em me procurar, ou em perguntar a ele se recomendaria alguém, e de ele ter ficado louco para contar, louco para me recomendar, mas guardado a informação consigo.

Isso porque sou eu mesma a pedir aos meus amantes para só me recomendarem se for mesmo necessário, se tiverem mesmo certeza de que vai tudo correr bem. Porque veja, você pode ter um amigo, esse amigo ser muito legal e etc., mas ser diferente com uma mulher. Então, se não corre bem, é claro que você não tem culpa, mas na próxima vez que eu estiver contigo vou me lembrar que você me recomendou uma pessoa que não gostei. Tipo, você não conhece o seu amigo na “intimidade”.

Além disso, enquanto amante profissional, há sobretudo uma relação de afecto. Estou falando de carinho, de ternura, de atenção. Uma coisa é meus amantes saberem que me encontro também com outras pessoas, outra coisa é serem capazes de também me dividir com aquelas que são próximas a eles. Sim, rola também um ciúme. Um ciúme saudável, que aliás é bom haver, é sinal que gostam mesmo de mim.

Foi o que uma vez um amante lá da Zona Centro me disse: me recomendar para algum amigo dele era algo que lhe fazia mal, porque afinal era o mesmo que recomendar a sua própria esposa para um amigo. Não estou falando que a minha relação é igual ou mais importante que a da esposa, pelo contrário, até porque faço questão que lá fora o homem tenha uma vida completamente saudável, aliás, é para isso que eu trabalho, para que ele aprenda a conquistar as coisas lá fora, e não simplesmente para que se acomode com aquilo que possa lhe parecer mais fácil. Estou falando apenas de uma coisa que é a cumplicidade, o bem-querer, e que há sim uma intimidade que acontece, um respeito cada vez maior.

A relação que tenho com os meus amantes é muito pessoal, ao contrário do que a maioria das pessoas – inclusive os homens – pensam. Não há “um amigo que me recomendou”. Se um dos meus amantes me recomendar, em geral, a postura deles é esta: primeiro me ligam, me dizem “Paula, tenho um amigo assim e assim, etc, etc., posso te recomendar a ele?”. Sim, os meus amantes se preocupam comigo, querem o meu bem, por isso, antes de me recomendar, são eles a me perguntar se podem fazê-lo, a me falar sobre o tal amigo. Aí conversamos um bocado, e depois ele respeita a minha decisão independente da minha resposta. Mas aí é que está, ele só vai me recomendar, e dar o meu contacto, caso eu autorize primeiro. E caso eu autorize, ele será o primeiro a encher a cabeça do amigo de pressão “olha lá o que fazes, hein? Me encontro com ela há anos, não vais desrespeitá-la!”.

Sim, há uma protecção, há um bem-querer, e se não há isso, não há nada, afinal a amizade é mais importante que tudo.

Beleza, já aceitaram a minha conta. Já me mandaram os dados, só não sei o que fazer com eles, risos. Mas eu aprendo. Amanhã, quer dizer, hoje mais tarde, estarei quebrando a cabeça tentando descobrir como resolver isso.

Depois da actualização do DNS, ainda será necessário esperar mais uns dois dias para a nova informação se propagar e os sites estarem acessíveis. Então é melhor calcular mais uma semana com os meus sites fora do ar, porque ainda vou ter que fazer muitas coisas até que tudo esteja certinho.

Muita gente nem sabe que estamos aqui no wordpress. É que não avisei não, só tinha publicado aquele post avisando, mas logo depois até para mim estava fora do ar. A questão é que, apesar de eu receber os e-mails avisando que as pessoas tinham se cadastrado como leitoras do blog, não cheguei a construir uma lista com esses e-mails, quer dizer, fiz isso só no princípio. Então o que tenho que fazer é ler e-mail por e-mail e ir adicionando cada endereço à lista, ou seja, isso vai demorar, portanto será mais fácil eu conseguir avisar apenas quando estiver tudo certinho.

Uma coisa que há séculos estava tentando providenciar era uma espécie de agenda para os meus sites. Uma agenda enquanto amante profissional, outra pessoal, outra enquanto autora, outra desses trabalhos virtuais, etc., mas tudo num mesmo espaço. Não, não gosto de usar a agenda do Google não. Tipo, nem me animo. Precisava disso principalmente para a minha vida enquanto amante profissional. Por exemplo, posso resolver tirar um dia de folga, logo, se uma pessoa me liga no dia que estou de folga, e se acontece de esta folga ser mais prolongada, logo ela vai ficar fodida por tentar me ligar tantas vezes e eu não atender, isso porque ela nem sabe que estou de folga. Sim, por vezes aviso no blog que estou de folga, mas nem sempre a pessoa visita o blog regularmente, ou então, porque vou adicionando novos posts, aquela informação acaba se perdendo entre tantos outros conteúdos. Então eu precisava de uma página fixa que servisse como agenda.

Então criei hoje – quer dizer, ontem no final da noite – um blog especificamente para isso, ou seja, para registar apenas essas coisas (o que estou fazendo, o que vou fazer, recados, compromissos, previsões, etc.) Está bem estilo “blog”, mas a diferença é que o conteúdo é direccionado apenas aos compromissos ou acontecimentos – ou seja, o objectivo não é fazer relatos, reflexões, etc. – e que a actualização pode ser apenas semanal, ao invés de diária.

Quem quiser conhecer este meu “blog-agenda”, o endereço é este aqui: http://expediente.wordpress.com.

Olha, nunca escondi, o tempo dos bordéis não foi nada bom. Sem humanidade, sem ternura, sem carinho. Mas depois vi que havia homens que eram diferentes, e que poderia me dedicar apenas a estes homens, estes que sempre gostei de atender, sem falsidade. Não são muitos, mas estes homens existem! Acho que ninguém gosta de ficar apanhando ou sendo maltratado porque se acostumou com isso. Pelo contrário, a gente gosta é de se acostumar com as coisas boas. Então tanto eu quanto as minhas amigas, nos acostumamos com isso sim, com homens que gostam de nos paparicar, que nos tratam como deusas, como rainhas, como pessoas queridas. (Que é a forma que, afinal, o homem devia tratar toda a mulher. Não por ser mulher; estou dizendo que, se uma pessoa quer receber essa mesma atenção, ela também deve dar esse tipo de tratamento.) E se há esses homens que gostam de nos tratar tão bem, por que então nos dedicaríamos a atender aqueles que vão nos tratar como mais uma, ou como qualquer uma, ou menos que isso?

Se eu estivesse num bordel, eu era mais uma para aquele homem, mas ele também só seria mais um homem para mim numa noite de trabalho. Mas não estou num bordel, e o que proponho não é fazer o mesmo que num bordel. O problema é que, por teimosia ou por vaidade, há homem que não entende isso. Ou não se preocupa em ler correctamente as informações antes de pensar em me procurar achando que é tudo igual, é tudo a mesma coisa, ou acha que, quando ele chegar aqui, vou mudar todas as condições só por causa dele…

Não é isso. Atendo pessoas maravilhosas, graças a Deus. Pessoas que vêm buscar por uma relação humana. Pessoas tão humanas que por vezes até me emociono com elas. E há entre nós isso, essa frontalidade, essa abertura, esse bem-querer mútuos. Porque essa pessoa que recebo não é apenas mais uma, como eu também não sou apenas mais uma para essa pessoa.

Não estando num bordel e também não sendo uma “casa de convívio”, obviamente nada é igual ao bordel ou à casa de convívio. Ele não entendeu isso, possivelmente por estar habituado com outros esquemas. Disse achar estranhas as minhas exigências, o facto eu por exemplo não fornecer logo o número da porta. Mas é assim mesmo. A questão é que, se estivesse numa “casa de convívio”, a rotina era passar o dia inteiro “esperando cliente”. Enquanto amante profissional não é assim, e discrição é tudo. Enquanto amante profissional preciso preparar uma série de estruturas antes desse encontro. Nem existe um “onde eu atendo”. Há pessoas que eu decida atender num local, outras que eu decida receber em outro, e é tudo preparado de forma muito organizada. A questão é que, justamente por saber que muitos homens estão acostumados com “casas de convívio” – chegou, tocou a campainha, entrou – que os meus cuidados devem ser redobrados. Quem também não procura por um extremo sigilo, também não deveria me procurar… É engraçado o homem querer sigilo da parte dele – nesse caso falando do facto de ele ter se recusado a me dar o seu endereço de e-mail – mas não se preocupar com o sigilo da acompanhante…

A vida é um espelho, já cansei de dizer isso. Uma pessoa que me procura, procura por um momento especial, por sentir algo especial, e não por ter apenas “mais um momento”. A questão é que não tenho como oferecer algo especial quando essa pessoa também não busca por algo especial, mas por apenas mais uma acompanhante e por apenas mais um momento. Se der algo especial para alguém que não busca algo especial, estarei no máximo sendo hipócrita, babando o ovo apenas por causa de alguns trocados, fazendo um serviço mecânico. E acho que nem essa pessoa merece tanta hipocrisia. Ela até preferia a hipocrisia do que a minha frontalidade, mas não merece a hipocrisia não, até porque ela precisa ver – e infelizmente tenho que ser eu a mostrar isso – que há coisas que não se compram, que as pessoas são pessoas, não objectos que elas usam, manipulam, jogam fora. Se uma pessoa não quer ser objecto da outra, a primeira coisa a ser feita é, na verdade, não se comportar fazendo a outra de objecto.

É muito mais honesto então o homem procurar uma prostituta. O acordo feito será esse, ele estará pagando e ela vai dar a ele o que quer. Também com regras, claro, porque não é toda prostituta que dá tudo ou que faz tudo. Mas pronto, há ali um acordo que não envolve emoções ou sentimentos, ela faz o serviço, ele vai embora. Outra coisa é um homem procurar uma amante profissional – ou mesmo nas suas relações pessoais, procurar por exemplo uma pessoa a quem chama de namorada – quando o que ele quer é uma prostituta, alguém para fazer o que ele quer.

Já falei sobre isso, sobre não ser fácil ser amante profissional. Porque enquanto amante profissional não dou o que o homem quer, ou o que ele acha que quer, mas aquilo que ele realmente precisa. Não seria possível ser amante profissional se eu não tivesse experiência e conhecimento suficientes para saber exactamente o que ele precisa, e se ele duvida disso, da minha experiência e do meu conhecimento, também não deveria me procurar, porque é justamente isso também o que busca aquele que me procura, a minha experiência e o meu conhecimento.

E o que ele precisa, tenho que dizer, não é obrigatoriamente o que ele quer ou o que ele acha que quer. Já contei uma história por exemplo de um homem que não precisava de mim, mas de resolver a sua situação com a esposa. Ele estava fazendo tudo errado me procurando. Ele deve me procurar quando estar comigo vai acrescentar algo, não subtrair. Precisa estar preparado para me procurar, haver algo dentro dele buscando por isso. E quanto a estar preparado, não depende do seu estado físico ou civil, mas do seu estado psicológico, emocional, espiritual inclusive. Enquanto prostituta, faria sexo com ele e pronto. Enquanto amante profissional, analiso todo o cenário e vejo o que é melhor para ele. No caso desse homem, o que ele precisava fazer era voltar para casa o mais imediatamente possível e dizer para a mulher o quanto a amava. Não era a mim que ele precisava dizer que a amava, mas a ela! E foi o que eu fiz, orientei-o. Perdi um cliente? Perdi. Perdi futuros “trocados”? Perdi. Mas ser amante profissional é exactamente isso, não é dar um peixe, é ensinar a pescar, não é oferecer um momento, mas todos os outros pela frente.

Há um acordo, e esse acordo tem regras e condições que precisam ser respeitadas. É muito simples: se um homem concorda ele procura essa acompanhante, se não concorda procura por outra que ofereça o que ele pretende, simples como isso.

Explicou que o que queria era que eu indicasse uma acompanhante que não lhe “tirasse a fotografia” assim tão rápido como eu fiz. Aí eu expliquei para ele: só se ela for muito inexperiente, tiver entrado agora na actividade. Caso contrário, todas logo tiram o tal retrato. É que o homem tem comportamentos-padrão, digo, quando procura por acompanhantes. É claro que há aquele que vai se mostrando aos poucos, que vamos descobrindo aos poucos. Mas também há aquele que nos é muito claro, não adianta insistir. E quando digo “não adianta insistir” é por ter passado por esse período de menor experiência em que houve essa insistência, comprovadamente inválida. Quer dizer, para aquela acompanhante que só interessa ganhar mais alguns trocados, pode ser que finja não tirar o tal retrato. Para ela será indiferente as motivações dele, se ela é apenas mais uma para ele ou não, porque ele também será apenas mais uns trocados para ela. Mas se ele está me falando de acompanhantes que terão uma relação verdadeira, é óbvio que irão tirar um retrato, pelo menos no mínimo comparando com o tal retrato daqueles homens que nos tratam tão bem, como pessoas únicas e queridas, aqueles que buscam por mulheres, por pessoas, e não por apenas mais um pedaço de carne ou um “servicinho”.

Não estava falando isso tudo para traumatizá-lo, mas para ele aprender que as pessoas têm o seu valor, um valor enquanto pessoas. E não foi precipitado o tal retrato que lhe tirei. Com certeza ele não concordará com o que diz de mim a maioria das acompanhantes que me conhecem, ou seja, que sou a pessoa mais paciente do mundo, afinal ele achou o meu retrato precipitado. Mas sou mesmo, muito paciente, muito, exageradamente. Se dessa vez não investi nessa relação – ou seja, podia ter fingido não notar que ele queria apenas mais uma acompanhante, e ficar ali dizendo tudo o que ele queria ouvir, fazendo tudo o que ele queria que eu fizesse, com a intenção de que no futuro ele voltasse a me visitar e pudéssemos começar a construir melhor a relação – porque nesse caso era mesmo evidente: não haveria futuro para nós, não havia “nós”, justamente porque não era o que ele buscava. Ele buscava apenas por um momento em que se sentisse satisfeito, só isso. Amanhã ele ia procurar outra, e mais outra, e mais outra. Eu podia ter dado, em termos de sexo, em termos de falar o que ele queria ouvir, etc., o melhor. Não ia adiantar. Não ia adiantar porque não havia vínculo com a pessoa, mas apenas com o momento e com o que ele queria que aquela pessoa – que podia muito bem ser qualquer outra – lhe oferecesse.

Sabe como ele ficou? Tonto, como em estado de transe. Nunca havia acontecido algo igual, ele me disse. Senti que ele foi embora assim, se sentindo lesado. Mas se olharmos também para esse lado da “lembrança”, ele não devia se sentir assim não, afinal a recompensa que ele deixou na cómoda foi justamente para aquilo que recebeu. Não foi o planeado, mas acabou se tornando até uma coisa, digamos assim, justa. Mas claro, era preferível que eu tivesse dado o sexo e fosse eu a ser lesada…

Ele disse uma coisa que me tocou, essa parte foi a única que realmente me tocou. Disse que se sentia numa espécie de selecção, e que não tinha passado nessa selecção. Isso veio num tom triste, e me tocou. Me tocou porque jamais, em momento algum foi esta a minha intenção. Mas também não foi minha culpa. Se ele tivesse me procurado com algum sentimento, se a intenção dele fosse outra… as coisas poderiam ter sido bem diferentes. Foi duro, duro mesmo. Mas talvez tenha o lado bom. Talvez ele perceba um pouco o que é fazer o outro de objecto, como o outro se sente como objecto. Talvez, na próxima vez que esteja com uma acompanhante, passe a olhar para ela enquanto pessoa. Ou talvez, ao invés de ficar procurando em tantos lados por apenas um momento, um pequeno momento, possa valorizar os grandes momentos que as pessoas mais próximas lhe proporcionam, não exactamente à sua maneira, não exactamente como ele gostaria que fosse, mas de forma verdadeira, franca.

(Continuo amanhã)