Livros que ainda NÃO tenho dos meus 5 escritores favoritos
abril 22, 2012
Constantemente os meus clientes, que estão acostumados a me dar livros – tão queridos!!!! Obrigada!!! -, ficam confusos em qual livro me oferecer, visto que muitas vezes relato ganhar um ou outro livro de outros clientes, logo têm receio de chegar com algum livro que já tenho. Por esta razão, e também porque já me pediram que o fizesse diversas vezes, resolvi elaborar esta lista, com alguns livros que não tenho. Em alguns casos, será mais fácil citar os que tenho, o que significa que não tenho todos os outros.
1- HENRY MILLER
Como sabem, Henry Miller é um dos meus escritores favoritos. Na lista abaixo estão os livros que NÃO TENHO. Atenção que, todos os outros, já possuo na minha coleção e numa parte especial da minha estante.
- Primavera Negra
- Sabedoria do Coração (ensaios)
- O sorriso ao pé da escada
- Big-Sur e as laranjas de Hieronymus Bosch
- A hora do assassino
2- CLARICE LISPECTOR
Também uma das minhas escritoras favoritas, da Clarice TENHO «A hora da estrela», «A maçã no escuro» e «Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres». Qualquer outro livro dela na minha coleção seria mais um tesouro.
3- VLADIMIR NABOKOV
Amo Vladimir Nabokov, inclusive sua escrita fabulosa e suas pitadas de cinismo. Mas além de «Lolita», só TENHO o «A verdadeira vida de Sebastian Knight», o «Na outra margem da memória» e o «O original de Laura».
4- FRANZ KAFKA
Outro escritor que gosto muito, mas dele só TENHO o «A Metamorfose», «O Processo», «Carta ao Pai» e o «Castelo». Todos os outros (12, se não me engano), não tenho.
5- CHICO BUARQUE
Meu amado escritor e compositor brasileiro! TENHO «Estorvo», «Budapeste» e «Leite derramado». Não tenho nenhum outro dele. NEM o «Benjamim».
Os autores acima são os meus 5 magníficos. Significa que, os livros que não tenho deles, foi muito por falta de tempo ou de oportunidade. Henry Miller, por exemplo, tenho muitos livros dele, mas estes últimos 5 têm sido os mais difíceis de encontrar (e claro, não saio todos os dias à procura, então também depende muito de encontrar justamente no dia que estou procurando.) Há muitos autores que também adoro, ou outros que nem conheço e que gostaria de ler, mas a lista acima é dos mais urgentes, os que me fazem virar o pescoço quando entro numa livraria, os que me tiram o ar quando me deito com eles à noite.
Emprestei fotos a uma colega
março 5, 2012
Fiz uma coisa que sei que muita gente vai condenar. Aliás, algo que até eu, algum tempo atrás, condenaria. Isso, emprestei fotos minhas a uma acompanhante.
Já comentei sobre isso no blog. Sobre meninas na Itália, por exemplo, que compram fotos de mulheres em lingerie, fotos inclusive com rosto, e usam tais fotos em seus anúncios. Sobre meninas em Espanha, que colocam em seus anúncios fotos de atrizes pornográficas. Sobre meninas em Dubai, que usam fotos de atrizes russas que ninguém conhece de lado nenhum.
Sim, por um lado é feio, e eu já disse isso aqui: cliente vai procurando uma coisa, encontra outra, que não é aquilo que estava à espera. Entretanto, por outro lado, devo dizer que a situação não é bem esta.
Ponto número um: conheço meninas que compram fotos de bancos de imagens, e que nunca tiveram problemas com os seus clientes, e meninas que usam fotos suas, reais, e de o cliente dizer que aquela não era ela na foto.
Ponto número dois: por experiência própria digo que, os melhores clientes que tive, os que me deram maior rentabilidade financeira, foram aqueles que não viram uma única foto minha, que nem sabiam como eu era, ou que só sabiam disso vagamente. Aqueles que sempre insistiram comigo em relação às fotos, que tivesse mais fotos e etc., foram aqueles que piores clientes foram, ou que nem clientes se tornaram (nem mesmo quando aceitei o apelo e coloquei mais fotos).
Algo que uma acompanhante precisa saber é que existe um grande número de homens que são só garganta. Gostam de conversar, de ver foto de mulher nua, ligar para uma e para a outra, este é o fetiche desse tipo de homem, poder estar em contato com elas, para se calhar – se calhar apenas – vir a ter um encontro de facto. E há aquele tipo de homem que faz, que vai mesmo, mas este segundo grupo não precisa de tanta coisa não. O primeiro grupo que sim, quer ser “convencido”, “induzido”, mas o bom cliente, meus caros, é aquele que não precisa de nada disso, aliás, ridículo o homem que precisa de ser “induzido”, ou ele quer ou não quer, ou ele faz ou não faz, é pura perda de tempo e de energia se preocupar com este grupo que só ocupa o nosso tempo inutilmente.
O que um homem precisa de saber é se a mulher é alta ou baixa, loira ou morena, qual é mais ou menos a estrutura do corpo dela. Mais ou menos. Sim, porque de certa forma o que “alugamos” é um momento de fantasia, não uma realidade eterna. O homem que nos procura busca por um momento, e não por uma vida inteira. Assim, o que o homem precisa é apenas uma ilustração que lhe dê pelo menos uma vaga ideia daquilo que vai encontrar, nem mais.
É claro que seria terrível esperar uma mulher de 1,80 e encontrar uma de um metro e meio, esperar uma mulher de 60kg e encontrar uma de 160kg, esperar uma mulher de 26 e encontrar uma de 62. Mas se ela se enquadra dentro do perfil que definiu, isto é o que importa. É claro que toda mulher mente numa coisa ou em outra, mas isto não é exclusivo nas acompanhantes, mas nas mulheres no geral, rs. Mas é claro que, neste sentido, não estou falando que aprovo pessoas que usam fotos completamente diferentes do que são. Tenho uma colega lá fora, por exemplo, que compra fotos num banco de imagens, mas ela é até bem mais bonita que a modelo da foto que ela compra.
Além do mais, bem sabemos que para o homem, em geral, isso não é assim tão importante. Se um homem chegar aqui, e tiver uma mulher com o corpo parecido com o meu, que o trate bem, que dê aquilo que ele procura… bem, se ele não souber que esta não sou eu – e ele só tem como saber disto se a pessoa disser -, ele nem vai dar por isto, logo nem vai saber a diferença. Isto falando na melhor hipótese, no melhor cliente. Porque em geral, mesmo ele chegando num apartamento e a tal menina que viu no site não estando lá, se tiver outra ele logo aceita estar com ela, com qualquer outra, mesmo uma total desconhecida, mesmo que ele não tenha visto foto dela antes, mesmo que ele nem saiba quem é ela, desde que o corpo dela obedeça aos parâmetros que ele estabeleceu. Numa casa de convívio, por exemplo, uma anuncia com foto, ou geralmente com foto falsa, o homem chega e escolhe, e pode inclusive escolher uma que nem era parecida com a da foto, a da foto ser loira e ele se calhar pretender hoje uma morena. Se eu por exemplo disser que tenho uma amiga, vários homens começam a me ligar curiosos querendo conhecer a tal amiga, sem eu dizer uma só palavra sobre o aspecto físico dela. Por quê? Porque é assim. Porque o homem quer aquilo que ele ainda não experimentou. Boa parte dos homens, pelo menos. E aí o que foi que o convenceu, a foto? Não, o instinto, a gula, o egoísmo, o egocentrismo, a vaidade, um montão de coisa. (Aí eu te pergunto: pra quê? Foi esta pergunta que eu me fiz várias vezes, principalmente nas vezes em que paro para refletir sobre o setor, e vejo o quanto somos, de certa forma, descartáveis, talvez não por todos e não sempre, mas em grande parte dos casos. Porque é verdade, eu podia ter uma foto que não fosse minha, podia ter uma foto qualquer, que chegando aqui o homem ficaria comigo, ou com uma amiga, mesmo se ele percebesse claramente que não somos a mulher da foto, desde que ele se agrade com o nosso aspecto.)
Consigo compreender as acompanhantes que ainda relutam nessa coisa de tirar fotos. Eu mesma, se pudesse voltar atrás, nunca teria tirado uma única foto. Sim, se soubesse o que sei hoje do setor, dessa vida, dos homens, do comportamento dos clientes, eu juro que não tinha me dado a esse trabalho todo.
Porque no final das contas é a gente que perde, sabe? Porque, quando a gente vê, não é o facto de ser honesta e fazer tudo direitinho que vai nos recompensar. Não, não é. E para não ser tão lesada o tempo todo, é preciso incorporar este conceito de fantasia, e inclusive saber se tornar esta fantasia, ao invés de incutir o tempo todo o conceito de realidade. Porque não, não é pela realidade que este homem busca. Este homem busca o mistério, a surpresa e a fantasia. O que faz ele voltar também não é a foto que viu, mas o que ele viveu contigo naquele momento de prazer e de fantasia.
O que eles procuram numa acompanhante de luxo – Revista Happy Woman, Fevereiro 2012
fevereiro 28, 2012
Por razões que já expliquei aqui no blog, não tenho mais dado entrevistas e essa decisão já vem de algum tempo atrás. Entretanto aceitei, já faz algum tempo (e nem faço ideia de quanto tempo) duas colaborações, uma delas por telefone, onde dei informações sobre o sexphone a um jornalista que me disse ter sido indicado pela primeira jornalista que me entrevistou (por esta razão aceitei a conversa), e agora esta colaboração para a jornalista Carla Novo (inicialmente por telefone e depois por e-mail) que, na altura da publicação do livro Alugo o Meu Corpo, prontamente escreveu uma nota sobre ele. Sobre a entrevista sobre o sexphone, não sei se saiu. Já esta colaboração para a Carla Novo da Happy Woman, sinceramente, eu só vi porque passei perto de uma banca de jornal e vi a revista, e ia comprar a revista por outros motivos, quando de repente vi o título da matéria e pensei “oops, será a tal matéria?”, porque, se ela me avisou que saiu, possivelmente eu nem vi o tal e-mail. (Aliás, ao longo dos anos sei que dei pelo menos umas seis entrevistas que, depois, não fui avisada se saíram ou não. Já enviei tanto material para jornalistas que eles podiam escrever vários livros com os tratados que já enviei como resposta, rs).
Ao telefone, a jornalista queria saber o que os homens procuram nas acompanhantes de luxo. Ou, por exemplo, o que é que as acompanhantes de luxo têm, ou fazem, para que estes clientes venham a procurá-las.
Primeiro tive que esclarecer o conceito de “acompanhante de luxo” ou “cliente de luxo”, porque o meu conceito podia não ser o mesmo que o da jornalista, ou não ser o mesmo que o das outras pessoas. Que significa cliente de luxo? Luxo-luxo, médio-luxo, quase-luxo, luxo-luxuosíssimo, o quê? Vamos lá: tem muito site por aí, que define-se como “site de acompanhantes de luxo de Portugal”, em que as tais acompanhantes de luxo de Portugal cobram 60 euros por meia hora. Não, eu não considero isso luxo. Aliás, eu nem considero luxo quando atendo no meu apartamento a 150/hora, talvez médio-luxo, rs. Que fique claro então que, as respostas que dei, apenas eram referentes ao que eu considero como o mínimo para ser considerado “acompanhamento de luxo”, ou seja, deslocações a hotéis a um mínimo de 200euros/hora (no meu caso, estou me referindo a deslocações no valor de 230 a 300/hora).
Sim, eu faço essa distinção, simplesmente porque ela existe. Seria completamente insensata se desse uma resposta generalista quando os clientes de cada um desses grupos são tão diferentes.
SE ELA TIVESSE ME PERGUNTADO O QUE PROCURAM OS CLIENTES DE “SEMI-LUXO”, ou seja, aqueles que atendo no meu apartamento a 150/hora para serviços de acompanhamento, ou até mesmo sobre os que atendo a 100/hora para serviços de massagens, eu teria muita história para contar. Só que, quando me perguntam sobre clientes de luxo, o problema é justamente o contrário: eu não tenho quase nada para contar, porque os clientes e as situações são (felizmente) muito parecidas.
Deixa eu explicar uma coisa. O cliente “normal”, ou seja, o tal que não é o de luxo, muitas vezes procura uma acompanhante “porque a minha esposa, porque a minha namorada, porque a minha mãe, porque o meu pai, porque o meu cachorro…”, rs, mas o tal cliente de luxo, na verdade, não tem uma razão assim específica para procurar uma acompanhante, exceto o facto de ele estar num hotel, de estar sozinho, e de querer uma companhia, tão simples como isto.
Os clientes de luxo querem aprender mais sobre sexo? Não, meus caros, raramente, talvez no máximo 0,5% deles, e olhe lá. Os clientes de luxo são homens experientes, seguros, maduros, e procuram acompanhantes porque, simplesmente, estão habituados a fazê-lo.
Os clientes de luxo fazem mais sexo? Pedem coisas mais excêntricas? Também não, raramente. Como é que eu vou explicar isto? Os clientes de luxo não dão trabalho quase nenhum, a questão é esta, felizmente.
Como devem se recordar, eu não comecei como acompanhante de luxo. Logo, fiquei surpresa quando comecei a atender como acompanhante de luxo, e de perceber que os clientes de luxo pagavam mais e davam muito menos trabalho que os clientes de não-luxo. Note, eu comecei atendendo a 40 euros, teve casa que trabalhei a 35, e acredite, quanto menos o cara paga, mais ele quer te virar do avesso. O que eu digo é que, a menina que começa atendendo clientes de não-luxo, vai conseguir atender o cliente de luxo até com os pés nas costas, mas aquela que só está acostumada com o cliente de luxo, morreria se tivesse que atender o cliente de não-luxo, ela não ia aguentar não, porque com o cliente de não-luxo a gente trabalha 5 vezes mais e ganha 5 vezes menos. (E tem 10 vezes mais histórias pra contar, risos, risos, principalmente história triste, risos. Todo dia tem um que aparece sem tomar banho, ou que mete de forma bruta que te deixa dolorida, ou que não sabe chupar o seu peito e não vê que está mordendo, ou que te toca de maneira indelicada, ou que é bruto, ou que chega já contando que tem problema pra ter ereção, ou que te pede coisas que não deve, etc., etc., história sempre tem, porque acontece sempre muita coisa ).
Não tenho muito o que contar sobre os encontros com clientes de luxo. Chego no hotel, são educadíssimos, me oferecem algo para beber, me dão o envelope, conversamos (conversa agradável, mas não propriamente até ao ponto de termos que falar qualquer coisa que seja demasiadamente íntima para qualquer um dos dois), geralmente fazemos sexo, o sexo não costuma demorar, o cliente faz aquela cara de satisfeitíssimo e agradece mil vezes, eu venho embora, olho pro relógio e geralmente ainda nem deu o tempo, é assim que acontece, sem grandes dramas ou confusões.
É claro que qualquer acompanhante adoraria atender só clientes de luxo. É claro que qualquer acompanhante adoraria atender 5 clientes de luxo todas as noites, mas não há, nem nunca houve, pelo menos não em Lisboa, 5 clientes por noite certinhos, todos os dias, cada um num horário, ah, isso que seria bom. Como é um mercado muito incerto – você nunca sabe quantos clientes vai ter no mês que vem -, uma acompanhante tem que estar num lado e no outro, porque quando não pinga de um lado pinga do outro, é assim que funciona, ou pelo menos sempre foi assim para mim, que não “nasci” acompanhante de luxo nem nunca me senti na obrigação de ser apenas acompanhante de luxo.
Eu sei que as pessoas esperam excentricidades, coisas chocantes, conversas provocadoras, mas não é assim. Para mim, pelo menos, ainda mais perto do que já vivi antes, atender clientes de luxo é a coisa mais simples do mundo…
É claro que há bons “clientes de não luxo”, estou falando apenas no geral. Falando de forma estatística, não se compara o número de situações desagradáveis que possa ter vivido com o cliente de “não-luxo” ou com o “cliente de luxo”, não se compara a facilidade com que consigo lidar com um ou com o outro. Todo mundo me diz que o cliente de luxo é mais exigente, eu acho completamente o contrário; o cliente de não-luxo que é exigente, que pergunta tudo e mais alguma coisa, que quer tudo ao mesmo tempo, até te virar do avesso, já o cliente de luxo não, ele quer o mais básico possível, o mais natural, o mais agradável para ambos. É claro que muda muita coisa, até a roupa que uso num hotel é diferente, a preparação é diferente, até porque é um cliente que quer mais exclusividade, mas, fora isto, o “serviço” em si é bem mais fácil, primeiro porque aquele homem estará concentrado no momento que vai viver, e não no dinheiro que estará perdendo, entendem? É uma coisa que a gente acaba por sentir: é muito diferente estar com um homem que está te pagando um valor que, mesmo se fosse 10 vezes mais, não faria falta para ele, do que estar com aquele que, afinal, pra ele aquele valor é muito e até faz alguma diferença. Mesmo sem querer, aquele que está contando as moedas faz com que você se sinta um produto, algo que ele tem que “gastar” para compensar o gasto.
Entretanto, ao contrário do que parece, não é tudo questão de dinheiro. Tinha um cara que eu tinha atendido aqui em casa, faz muito tempo, eu não tinha gostado dele, achei que ele era uma pessoa rude, bruta e até diria mal educada, daí calhou de este mesmo cara marcar para um hotel, mas é claro que este encontro não aconteceu, porque não era o facto de estar num hotel e de me pagar mais que ia fazer com que, de repente, ele se transformasse numa pessoa educada. Há clientes de nível que até não têm muito dinheiro, mas há outros que nem o dinheiro pode transformar.
Não é questão de TER dinheiro. É o valor que ele dá à mulher, à conquista. Tem homem que gosta de agradar uma mulher, tem homem que acha que está comprando bananas no mercado. Conheci muito homem riquíssimo em bordel, que tinha a coragem de gastar só 40 euros com meia hora no quarto, porque pra ele não passava disso, um produto com um preço. Tenho homens que me procuram no apartamento, e pagam os meus honorários que são inferiores ao que cobro em hotel, mas também me trazem flores e livros, olha aí a diferença.
Sobre as tais coisas excêntricas dos clientes de luxo, não acontecem todos os dias. Vez ou outra um cliente pede um banho dourado (algo que tem um valor ainda acima da tabela), ou por vezes atendo casais em hotéis, coisa que também não é todos os dias. Mas das coisas que faço, dentro do acompanhamento de luxo é tudo quase sempre muito igual, felizmente.
Cada vez mais homens experimentam a “massagem prostática”
dezembro 6, 2011
Alguns anos atrás, acho que até falei nisso numa entrevista, a média dos homens que me procuravam pedindo por alguma estimulação no ânus – digo, no deles – era entre 19 a 20%. Agora ponha essa coisa mais ou menos ao contrário, porque aqueles que não aceitam nenhuma estimulação no ânus – nem a massagem prostática, muito menos a simulação masculina – que são estes 20%.
Não é que o mundo tenha mudado. Não é que agora de repente todos os homens tenham decidido experimentar. Pergunte para as outras meninas, elas não vão te dizer que com elas se passa a mesma coisa. É que eu fui dando muita informação sobre isto ao longo dos anos no meu blog, e por isto é natural sim ser procurada por pessoas que tenham este desejo, e é bom que fique claro que estou falando de mim e dos meus clientes e de algo que é consequência desta minha comunicação com os meus clientes ao longo dos anos, e não de uma tendência em todo o sector.
Sim, hoje muita gente já sabe que não tem nada a ver com homossexualidade. Muita gente sabe que o ânus é uma zona muito sensível, muito cheia de nervos, e fora isto tem a próstata, logo uma zona de muito prazer para o homem.
Eu também aprendi muita coisa nos últimos tempos, muita coisa em mim mudou também nos últimos tempos, descobri novos prazeres, novas formas de dar e de receber prazer. A massagem prostática tornou-se uma das minhas especialidades, e confesso, adoro quando uma homem aparece por aqui pedindo por isto.
Há vários dias já que não sei o que é atender um homem que não queira a massagem prostática. Nos últimos dias, pelo menos, tem sido assim. Teve só um que eu achei que não queria, era a primeira vez dele comigo, eu falei com ele que era muito importante ele não ter pudores na comunicação comigo, que não precisava de ficar tímido ou acanhado, porque afinal de contas o meu propósito é que o encontro seja bom e cheio de prazer para ambos, e que então por isto, se ele não se abrisse, podia acabar perdendo a oportunidade de viver uma experiência que desejasse viver. Expliquei pra ele que eu não podia forçar um homem a querer uma coisa ou outra, não podia fazer algo contra a vontade dele, que o magoasse, o perturbasse, fizesse com que, propositadamente, ele saísse desse encontro se sentindo mal, pelo contrário, o objectivo é o homem se encontrar comigo e sentir muito prazer, e gostar desse encontro, e o encontro ser agradável para ambos. Bem, e até aí ele continuou insistindo na conversa que queria só a massagem com descompressão, e eu iniciei a massagem terapêutica, começo sempre com uma massagem terapêutica, profissional, isto porque acho que a objectividade de chegar logo na zona erógena quebraria com todo o encanto de tudo, e daí então depois ele disse, acabou confessando, queria experimentar a massagem prostática, e se nessa hora ele já não tivesse de costas para mim, ele teria visto: meus olhinhos até brilharam.
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Meu site com toda a informação sobre os encontros: www.amanteprofissional.com. Telefone: 967262559.
Boicote aos websites que promovem o tráfico de seres humanos para fins de exploração sexual
dezembro 3, 2011
Escrito no dia 7 de novembro às 14h.
Aconteceu-me uma cena inédita agora. Fui anunciar o meu site internacional num site X, algo que faço frequentemente sempre que viajo para fora como escort, mas dessa vez este site recusou o meu anúncio, pelo simples facto de eu ter um banner para um site y no meu site!
Eles não vieram com rodeios, e disseram: «Não aceitamos o teu anúncio porque fazemos parte de um grupo de sites que não aceitam anunciantes que promovam o site y, que se sustenta basicamente pelo tráfico de seres humanos.»
Fui verificar, e me pareceu verdade. Pelo menos me pareceu evidente. «Conheça 1000 russas ainda hoje», escrito num banner, mais uma página inteira de fotos de acompanhantes russas espalhadas pelo globo, pelo menos me pareceu muito evidente.
Eu já tinha anúncio no site y. Não fico verificando cada anúncio ao pormenor, mas não me pareceu que, na altura que coloquei o anúncio, que aquilo estivesse assim. Mas agora está. E estando, retirei imediatamente os links que tinha para este site.
O tráfico de seres humanos para fins de exploração sexual é péssimo para quem é vítima, mas péssimo também para todo o mercado. O desafio para quem é escort lá fora é este: concorrer com as máfias, principalmente as russas. A princípio, era difícil para mim entender tanta aversão que via nas pessoas quando se falava das escorts russas, mas só depois comecei a entender.
Trabalhei num certo país no ano passado, e enquanto eu cobrava no mínimo 400 euros por uma hora, havia russas a cobrar 100 euros por uma noite inteira! Note, eu não estou falando que eu cobrava 400 euros por uma hora e que uma russa cobrava 100 euros por uma hora, eu estou falando que eu cobrava 400 euros por uma HORA e que uma russa cobrava 100 euros por uma NOITE!
Claro que também havia russas a cobrar valores mais altos, mas aí o desafio já era outro: as fotos falsas! Para começar porque, nos sites onde eu anunciava, a maioria anunciava com rosto, o que realmente chamava mais a atenção. Entretanto, o que acontecia muito é que elas utilizavam fotos de actrizes porno russas, que ninguém conhecia de lado algum, e com isto o cliente chegava, via que a escort era completamente diferente da foto, e vai numa, vai em duas, vai em 100, são todas diferentes, daí ele começava a suspeitar que todas as anunciantes tinham fotos falsas, ou seja, quando chegava em mim ele já vinha cheio de desconfianças, com os dois pés atrás, porque já tinha ido em muitos lugares e se decepcionado.
Acho péssimo ter que caracterizar alguém só por causa da nacionalidade. Péssimo entrar num site e, encontrando centenas de russas, ter que dizer que são traficadas, só pelo facto de serem russas. Me parece xenofobia, e não gosto disso, e enquanto brasileira já passei por esta situação, já fui muito julgada em função disto, inclusive dentro do sector.
Quando você pensa em “acompanhante de alto nível” ou “acompanhante de elite”, raramente você pensa numa brasileira, pelo menos não em Portugal. Quando você pensa numa acompanhante para te acompanhar num jantar ou numa viagem de negócios, que saiba se vestir adequadamente, que saiba conversar e se comportar como cada ocasião exige, me desculpem, mas também não é numa brasileira que uma pessoa pensa. Quando pensa numa mulher gostosa na cama, carinhosa e liberal… aí sim, pensam numa brasileira, mas em geral é isso mesmo, só pensam na brasileira para momentos escondidos entre quatro paredes. Não estou dizendo que isto é com todos, só estou dizendo que é muitíssimo comum. Eu mesma, quantas e quantas vezes não fui excluída de certos eventos para acompanhantes, só pelo facto de ser brasileira? Vocês nem imaginam. Sou educada e sou super discreta, mas é como se eu tivesse que dizer o tempo todo que APESAR de ser brasileira, sou educada e sou super discreta. Aliás, já aconteceu também de ter sido seleccionada para um evento, e de ser a única brasileira, e apenas por ser “a Paula Lee, blogueira, autora de livro”, caso contrário nem teriam pensado em incluir uma brasileira nisso, me disseram na cara.
De facto, quando me trouxeram para Portugal, ninguém me disse que eu tinha que ser elegante, que eu tinha que ser educada, que tinha que saber falar ou ter classe. Isso não faz parte da “cartilha” do que ensinam à acompanhante brasileira. Só querem saber se você é boa de cama, o que topa na cama, e se vai ser carinhosa com os clientes, “como as brasileiras são”.
Não são todas as brasileiras que trabalham a 20 euros ou que fazem oral sem preservativo, mas, como as brasileiras devem ser aproximadamente 80% do mercado, e como mais de 90% das acompanhantes – independente da nacionalidade – ou trabalham a 20 euros ou fazem oral sem preservativo – ou ambos -, é natural que se crie esse estigma que cai mais uma vez sobre as brasileiras. Desde que a Verli – uma acompanhante brasileira – morreu com SIDA, o peso do estigma caiu ainda mais forte.
O que acontece com as brasileiras é o mesmo que acontece com as russas. Você vê uma, você vê duas, você vê 100 e vê 800 fazendo oral sem preservativo, vai pensar que todas fazem, você não quer lá saber a opinião da acompanhante 801. Tão simples quanto isto.
Sobre o tráfico de seres humanos, por um lado me ponho a favor dos clientes, que não têm como saber se uma acompanhante é REALMENTE independente ou não, se foi traficada ou não. Em 200, 300 anúncios ou mais num site, fica realmente difícil de saber! E a questão é que, como as máfias têm sempre muito mais dinheiro do que cada escort independente, obviamente que eles têm sempre muito dinheiro para investir forte em publicidade, ou seja, de certo modo fica sempre mais fácil encontrar uma traficada do que uma independente, justamente porque o anúncio da traficada terá sempre mais destaque, sempre mais publicidade, etc., tudo em função do dinheiro envolvido e do número das pessoas em volta querendo a sua fatia do bolo. Entretanto, por outro lado, também me coloco contra os clientes, ou pelo menos contra uma parte dos clientes. A questão é que, sejamos sinceros, para muitos deles é completamente indiferente o facto de uma acompanhante ter sido traficada ou não. Se ela é bonita, se ela faz o que ele quer, e se ainda por cima por um valor mais baixo… para ele é óptimo! Para ele, o tráfico de seres humanos é bastante conveniente!
Por isto é de admirar a postura do tal site x, que recusou o meu anúncio só porque eu tinha um banner para o site y. Ao me recusar, eles possivelmente estariam recusando também uma entrada financeira. Ao recusar o anúncio das milhares de russas, estarão então recusando uma entrada financeira mil vezes maior. Sim, é algo de louvar.
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Enquanto anunciante, fico um pouco limitada também. Se entro num site com 1000 acompanhantes anunciadas, e 800 delas são russas, uma coisa é eu suspeitar do tráfico, outra coisa é eu apontar o dedo, não posso, porque afinal de facto não sei. Pode estar na cara, mas não posso provar. Tudo o que posso fazer, neste sentido, é não divulgar tal site.
Mas fica complicada esta coisa do estigma. Porque, se eu conheço hoje uma acompanhante russa, por um lado não vou querer deixar de vê-la como a acompanhante 801, que talvez seja diferente do resto, mas por outro lado vou ficar com receio de divulgá-la, de indicar aos meus clientes, e assim estar eu também, inconscientemente, alimentando o tráfico.
Eu sou a acompanhante 801. Enquanto acompanhante 801, sei o que é estar o tempo todo tendo que provar o que sou e como sou, e principalmente, como não sou. Sei o que é ter que provar que posso ser uma excelente escort, independentemente da minha nacionalidade ou do estigma que cai sobre a minha nacionalidade. Enquanto a acompanhante 801, tenho sempre que provar que não vou ao hotel de saia curta, que não uso perfume barato, que não vai ter nada escrito na minha testa, que posso me adaptar a qualquer ambiente, que saberei ser calma, discreta e elegante. Acredite, é muito difícil ser a acompanhante 801, porque nem todas as portas estão abertas para a acompanhante 801. Felizmente, internacionalmente as portas estão abertas às acompanhantes brasileiras – bom, a nossa imagem lá fora continua não sendo a das melhores, isto porque, diferente das acompanhantes europeias, que se promovem em função da classe e da elegância, acompanhantes brasileiras, em geral, ainda insistem na divulgação enquanto “mulher sem tabus e boa de cama” apenas – mas eu fico pensando se eu fosse russa, e se eu fosse independente mas russa, já sei que ia ser bem mais complicado. Teria que fazer como algumas, que omitem ou mentem a nacionalidade.
***
Como já referi imensas vezes, não tenho nada contra as agências ou agentes de acompanhantes, que são ferramentas/serviços utilíssimos para a nossa promoção hoje. Agentes ou agências, se sérios e profissionais, são muito importantes àqueles que, como nós escorts, trabalhamos na área do entretenimento. Não digo que um agente ou agência são indispensáveis, porque não são, mas acabam por ser uma mão na roda para que a acompanhante possa ter mais tempo para se dedicar ao encontro em si. Porque se eu atender 2 clientes por dia, uma hora cada, todo mundo pensa que eu só trabalhei 2horas, e que ganhei muito por só 2 horinhas de trabalho, mas não é bem assim, duas horas foi apenas o tempo em que fui recompensada financeiramente por este trabalho, porque tudo o que há em volta, e que é feito também durante e depois, também fazem parte do trabalho. Mas, como eu ia dizendo, uma coisa é ter um agente, outra coisa é ter um chulo. Uma coisa é ter alguém que possa fazer a minha divulgação, ou que possa atender os meus telefonemas ou fazer as minhas marcações – um profissional contratado como um outro qualquer, alguém que será uma espécie de relações públicas, secretária, telefonista, etc. -, outra coisa é ter alguém que me explore, que me incite a fazer o que não quero, que passe a viver dos meus ganhos e que tente me forçar a ganhar mais por causa disto, etc. Uma coisa é eu contratar um profissional, outra coisa é eu ser empregada/escrava deste profissional.
Quanto aos sites, a diferença apenas é que antes o tráfico de seres humanos não estava online. Agora está. E por isto fico contente por ver que há ainda aqueles que defendem o sector, mesmo à custa de prejuízos.
Galeria de fotos Online | Acompanhante em Lisboa, Porto e Algarve
novembro 26, 2011
Desde que comecei a reconstrução do site amanteprofissional.com, o que faltava apenas era indicar um link para a galeria de fotos na página galeria.
Agora penso que mais ninguém fica perdido, o amanteprofissional.com já possui todas as informações essenciais!
Um fim-de-semana cheio de prazer para todos!
P.S.: Sobre a minha agenda este fim-de-semana:
- Atendo este Sábado, dia inteiro, até às 21h.
- Domingo atendo durante manhã e início da tarde, só até às 14.30.
- Marcações pelo telefone: 967262559. Só números identificados. Beijo.
Agora a novidade que eu tinha prometido: já estão online as novas fotos da Amante Profissional!
Demorou mais do que era suposto, porque mudei todo o site e depois ficou faltando só a página com as fotos, mas a seguir viajei, fiquei sem tempo, etc., só agora deu.
Mas pronto, quem espera sempre alcança e aí estão as novas fotos:
Pensando em fazer sexo anal
outubro 16, 2011
Comentei sobre isto por esses dias no meu twitter, ando a pensar muito em sexo anal. Pra quem não sabe, pra quem perdeu o início do blog, eu faço muito sexo anal sim, mas… nos homens, com um vibrador! Em mim… apenas 3 vezes e meia. Este “e meia” porque, da primeira vez que tentei, o meu cliente não conseguiu penetrar e, de facto, não chegou a acontecer, apesar de termos tentado muito.
E qual foi a última vez que fiz sexo anal? Ai, já nem me lembro. Foi no comecinho do blog, bem no comecinho, antes de ter publicado o livro ainda.
Por qual razão eu não continuei fazendo sexo anal? Ah, por um montão de coisa. Primeiro porque não gostei, doeu toda vida e não achei piada – apesar de defender que ninguém pode dizer que gosta ou desgosta de nada quando só fez 3 vezes e meia. Depois porque, de certo modo, eu queria ter uma coisa que fosse mais minha, sabe? É que a vagina já tem a sua lubrificação natural, já o ânus necessita de muitos outros cuidados, e lubrificantes – raramente uso lubrificantes no sexo vaginal; acho que numa relação é o meu próprio corpo que tem que produzir lubrificação, e se não produz lubrificação é porque o homem não está me dando prazer, e se ele não está me dando prazer é porque alguma coisa está errada, já que na minha teoria o sexo é algo para o prazer de ambos, caso contrário seria masturbação, todavia eu notava que, para o sexo anal, lubrificante seria mesmo indispensável -, e aquela coisa toda, e de repente esta sensibilidade toda me assustou, por isto não quis trazer isto para a profissão, preferindo deixar para a minha vida privada (apesar de, na minha vida privada, também não ter chegado a fazer sexo anal com nenhum namorado).
Mas na verdade, na verdade mesmo, o motivo mais forte está no facto de não querer fazer uma coisa na qual sou pouco experiente. É que eu sou muito profissional, até mesmo nas minhas relações PESSOAIS, me entendem? Eu sei, vocês não entendem, mas é assim: eu estou atenta, o tempo todo, inclusive quando estou tendo muito prazer, porque me sinto responsável pelo sexo. Estou atenta se está tudo bem com o preservativo, se não vai rasgar ou soltar, estou atenta com o meu corpo, estou atenta com o corpo do cliente e etc. Tenho que estar atenta porque, se eu não estiver, geralmente o cliente não está. Aliás, o homem, em geral, independente de ser cliente ou não, na hora da empolgação esquece de tudo, e por isto que eu tenho que prestar atenção, seja para evitar doenças, seja para preservar o meu conforto, para não me machucar, etc. É muito mais fácil o homem machucar uma mulher, ou o sexo não ser bom para a mulher, do que o homem ser machucado ou não sentir prazer, e por isto tenho que ser eu a estar preocupada com tantos detalhes, atenta a tantos pormenores. Mas eu consigo estar atenta a tudo e ter prazer, isto porque ao longo dos anos fui me adaptando, mas o facto é que eu não consigo deixar tudo simplesmente por conta do homem, porque sei que, se fizesse isto, eu não teria o mesmo prazer que tenho, e ainda mais, corria o risco de doenças ou de o sexo não ser confortável para mim.
E aí foi isto. Ao longo dos anos, fui fazendo tudo o que sei fazer. O que me sinto segura. Aquilo que consigo controlar. Mas fui me desviando do anal mais por isto, por não ter total segurança, e, muito sinceramente, por também não confiar plenamente nos homens para deixar por conta deles, inclusive porque, muitas vezes, os homens que atendo não fizeram tanto sexo na vida quanto eu, rs.
Mas andei pensando muito nisto. Pensando que, se calhar, era um passo que eu devia dar. Até para me sentir mais segura. Até para descobrir que, talvez com outros homens, eu possa ter novas sensações. Também é algo que eu sinto precisar fazer, para me sentir mais completa enquanto escort. Eu sempre me sinto a menininha inexperiente, apesar dos anos de actividade, apenas por não fazer anal. Eu que sou tão mente aberta, me sinto uma puritana, por não fazer algo que para a maior parte das pessoas é tão comum, tão natural. De certo modo, acabou se tornando um tabu na minha vida.
Amigas minhas já me deram diversas dicas. Uma amiga me disse o seguinte: Ela faz, mas não é uma garantia. Quando o homem chega, dependendo do tamanho do pênis dele, aí que ela vai decidir se faz mesmo ou não. Por isto que tem honorários com sexo anal ou sem sexo anal – tanto no mercado nacional como no internacional isto é comum -, o homem chega e paga o valor do encontro, mais um valor extra pelo sexo anal, mas se ela ver que com o pênis dele não vai conseguir, devolve para ele o valor extra do anal, é mais honesto assim. Outra amiga, acompanhante de elite, me aconselhou o seguinte: não deixe o homem se empolgar, a sensibilidade da vagina é uma coisa, a sensibilidade do ânus é outra, jamais deixe o homem ficar penetrando a vida toda, como se fosse na vagina.
Não quero fazer sexo anal com todos os homens, quero apenas estar preparada para isto quando decidir fazê-lo com alguns clientes especiais. E o primeiro passo já dei: fui ao sexshop e comprei um desensibilizante.
Ser acompanhante apenas quando estiver acompanhando
janeiro 16, 2011
ATENÇÃO, AMIGOS, ESTOU EM CASCAIS ESTA SEMANA, 27 DE JULHO A 02 DE AGOSTO, 24H, EM LOCAL PRÓPRIO OU ATENDIMENTO A HOTÉIS, FAVOR FAZER A SUA MARCAÇÃO ANTES DAS 23H, LIGANDO DE NÚMERO IDENTIFICADO PARA O 967262559.
MAIS INFORMAÇÕES AQUI: Acompanhante e massagista profissional em Cascais, 27 de Julho a 2 de Agosto de 2011
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Perdi o controlo das coisas, completamente. E o pior é que a culpa é minha, toda minha.

Antes eu atendia em casa de convívio e não dava para dar tanta atenção ao cliente. Ele ligava, marcava de vir, chegava, eu cumprimentava-o, ajudava-o a lavar o pinto, íamos para o quarto, e depois a gente só voltava a se falar novamente quando ele fosse vir me visitar de novo. E daí era sempre a mesma história: ele ligava, marcava de vir, eu abria a porta, cumprimentava-o, ajudava-o a lavar o pinto, íamos para o quarto.
Não quer dizer que as coisas fossem assim tão frias; costumava vê-los pelo menos duas vezes por semana, o que quer dizer que, de certo modo, havia bastante contacto entre nós.
O que mudou? Vê só: antes o cara sabia que, para poder conversar comigo, ele tinha que marcar um encontro. Não tinha outro jeito, só marcando encontro mesmo, porque, assim que atendia o telefone, eu já perguntava “Então, quer marcar para quando?”. Ele não tinha chance de dizer “Olá Paula, queria falar contigo sobre isto ou aquilo, tirar esta ou aquela dúvida, pedir este ou aquele conselho”; eu atendia chamada após chamada diariamente e o cliente sabia disto, que esta objectividade era necessária e que, se ele quisesse conversar, ele agendava um tempo e pronto, a gente conversava. Mas na verdade, de verdade mesmo, não eram muitos os casos de gente que quisesse conversar. É que, se fosse para dar para conversar, podia ser que não sobrasse tempo para trepar também. E bem… Entre trepar e conversar… a conversa que espere.
O que mudou foi que, de repente, os clientes se sentiram à vontade comigo. Isto é bom, mas o problema é que alguns se tornaram demasiado à vontade. Tornei-me demasiado acessível, demasiado disponível, e isto pode ter sido bom para eles, mas não foi tão bom para mim.
Mudei tudo e tornei o atendimento uma coisa mais humana, uma relação humana. Só que daí há quem entenda as coisas, como também há quem abuse. E foi isto o que aconteceu, muita gente abusou.
De repente, eu estava sendo acompanhante 25 horas por dia. Não estava sendo acompanhante apenas no momento em que estava acompanhando alguém, mas inclusive nos momentos reservados à minha vida pessoal. E isto, como podem imaginar, me frustrou, me stressou, me chateou.
Estou tentando mudar as coisas agora. Talvez tardiamente, eu sei, mas uma hora eu tinha que fazer isto. Negócio é que não durante dias, nem meses, mas anos, me senti lesada, não só pelas pessoas, mas por mim mesma, por ter sido tão permissiva com elas. Eu quis fazer uma coisa humana, sabe?, só que eu me ferrei muito com isto; de repente, as pessoas descarregavam todos os seus problemas, frustrações, dúvidas, inseguranças e etc. em cima de mim, e tudo num tempo em que, naturalmente, eu podia estar atendendo cliente, ao invés de ficar dando atenção a centenas ou millhares de pessoas que terão me contactado nestes últimos anos. Não ligo de ajudar não, pelo contrário, não é este o problema; o problema foi quando isto começou a invadir a minha vida pessoal, o meu espaço pessoal, o meu tempo pessoal.
Eu também preciso de uma vida, sabe? Vou continuar com a mesma qualidade de atendimento, mas vou ter que criar algumas limitações mais sérias quanto à minha vida pessoal x a profissional. Quando for para marcar encontro, ou quando estiver com algum cliente durante um encontro, eu serei a acompanhante, e tentarei ser a melhor companhia naquele momento. Mas, fora estes momentos, eu vou buscar um tempo para mim.
Quando eu estiver acompanhando, serei acompanhante, mas, fora este momento, quero me esquecer que sou acompanhante, não quero falar sobre a vida de acompanhante, não quero pensar como acompanhante ou viver como acompanhante. Esquecer, simplesmente esquecer, para conseguir controlar melhor a minha vida dupla, para conseguir um maior equilíbrio e, sobretudo, para reduzir o stress e ser mais feliz.
Pelo facto de eu falar constantemente sobre a minha vida enquanto acompanhante, as pessoas pensam que eu gosto de falar sobre este assunto. Pelo contrário, não gosto nem desgosto, é apenas necessário. Falo como desabafo, falo para colocar para fora. Falo porque sei que algumas coisas que escrevo podem ajudar muitas pessoas, mesmo quando são apenas desabafos. Falo, inclusive, porque este é o tema do blog, mais do que a minha vida pessoal ou interesses pessoais, que geralmente nem chegam aqui. Falo porque, mesmo enquanto acompanhante, também faz parte este papel de educadora, e esta integração com o sector. Mas eu não gosto de falar deste assunto todo o momento, ou melhor dizendo, eu tenho momentos em que gosto de falar do assunto, assim como tenho momentos em que gosto de esquecer. Quando gosto de falar do assunto, eu venho cá e escrevo um post para o blog; depois de publicado, pode ter certeza que eu já não estou mais pensando no tema do post, muito menos se calhar devo estar me lembrando que sou acompanhante ou que escrevi tal post para o blog.
Hoje, quando vou atender o telefone, achando que é algum cliente ou aspirante a cliente querendo marcar um encontro, na maior parte das vezes não é (e isto, como devem imaginar, toma o tempo e espaço daqueles que realmente querem ser clientes). Muitas vezes é gente que lê o meu blog, querendo pedir conselho, desde pessoas com impotência ou disfunção eréctil, homens traídos, homens com complexo de pinto pequeno, homens que querem saber se estão dando prazer ou não para as suas esposas, homens que querem me contar suas aventuras ou frustrações, etc. Isto porque, simplesmente, lêem o meu blog e acham que sou a pessoa mais indicada para conversarem sobre estes assuntos todos. Sabe o que me frustra? Tem cara que diz que não se sente ainda à vontade para me procurar enquanto acompanhante, mas ele não tem problema nenhum de à vontade para me ligar e para tomar um tempo que eu poderia estar dedicando a alguém realmente íntimo, que me procura enquanto acompanhante. Sem contar nos caras que têm um montão de preconceitos na cabeça, que me dizem na lata que nunca teriam coragem de procurar uma acompanhante, mas que também não têm problema nenhum em me contactarem para jogar conversa fora. Tem cara que acaba de ver a esposa na cama com outro e a primeira pessoa para quem ele liga é pra mim, e ele nem me conhece pessoalmente. Cara me ligou ontem e queria, apenas, que eu lhe ensinasse algumas posições… por telefone. Cara tem um problema qualquer no pinto que eu não faço ideia qual é, mas ele quer que eu adivinhe… por telefone. Cara quer trocar “impressões” sobre o sexo tântrico, foi o que ouvi agorinha ao telefone, e tive que morrer de rir para não chorar, porque eu não posso acreditar que uma pessoa, que lê o meu blog, possa realmente pensar que eu tenho mesmo esta disponibilidade toda para poder ter tempo de “trocar impressões sobre sexo tântrico ao telefone” – ou que esteja realmente interessada nisto a esta hora da madrugada.
Não são dois nem três, mas inúmeros telefonemas durante o dia, de pessoas que simplesmente se sentiram à vontade de falar comigo, escolheram falar comigo, tudo por causa do blog. Como eu disse, desculpe, eu queria muito ajudar, mas não posso. Quer dizer, eu já não posso, porque tudo o que andei fazendo, nos últimos anos, foi justamente isto. Porque quando eu via já estava sem graça de cortar a pessoa, de desligar o telefone, mas agora eu tenho que aprender a impor limites, porque eu sei o resultado disso tudo, é puro stress.
A partir deste mês, este será um dos meus objectivos: ser acompanhante só quando estiver acompanhando.
Homenagem à Beth Butterfly – Parte Final
janeiro 2, 2011
« Homenagem à Beth Butterfly – Parte 1
Disse uma vez e repito que a minha vida teria sido muito mais fácil se eu tivesse conhecido a B. mais cedo, lá naqueles tempos em que eu ainda trabalhava em bordel. Eu não teria passado tanto perrengue se tivesse aparecido na minha vida uma mulher como ela.
Naquela altura, eu não tinha consciência de que sim, eu podia escolher os meus clientes, este era um direito meu também. Muito menos, teria capacidade para perceber, não naquela altura, explorada de todas as maneiras, que podia haver uma forma digna de estar no sector, uma forma de igual para igual entre homem e mulher, sem ser explorada até à última gota.
Estava ali, passando sufoco com cliente idiota, o cara me pagando o maior misêrê, e ainda achava que “ai coitadinha de mim, fui entrar nesta actividade então eu tenho que aguentar”. As coisas mudaram quando chutei o balde e deixei os bordéis, me tornando independente, e passando a escolher os meus clientes, não exactamente só em função da liberdade que tinha adquirido meio que à bruta, mas porque também já estava de saco cheio de passar perrengue.
É claro que isto gerou muita revolta e indignação “Vê lá se pode, uma acompanhante querendo ter o direito de escolher os seus clientes, vê só que atrevida!”, principalmente numa sociedade que acreditava – e ainda acredita – que uma mulher vende o seu corpo e não tem liberdade sobre ele e sobre o seu tempo, fazendo com que ela tenha que ser uma mera escrava do caprichos alheios.
Então quando a B. apareceu, tão independente, tão segura de si e tão cheia de ideias firmes e libertárias, eu me senti amparada pela primeira vez. Inclusive por não haver muitas vozes pelo sector, todas estas minhas ideias pareciam apenas coisa de gente esquisita, até inclusive por não ser muito regular ver acompanhantes que se preocupam em passar um bom momento com os seus clientes, ao invés de serem apenas escravas deles e do dinheiro deles. Ela mostrou que eu não estava sozinha e que era realmente possível fazer algo muito digno, seja dentro do sector como também dentro de mim.












