Todos os sites e blogs no ar!
Setembro 13, 2008
Enfim, enfim, enfim… Todos os meus blogs e sites no ar! Alugo, olivro, amanteprofissional, escort, blog, contoseroticos e brinquedos, todos os endereços que vocês conhecem já estão no ar e funcionais.
Confesso, tive alguma dificuldade nessa mudança de servidor. Mas confesso também que, em momento algum, resolvi pedir ajuda a alguém. Sabe por quê? Porque é assim que a gente aprende as coisas, quebrando a cabeça, tentando, fuçando. Eu sempre fui assim. Eu sei, é a maneira mais demorada, a mais complicada, etc. Mas prefiro dessa forma. Não é que eu só goste das coisas difíceis… eu simplesmente apenas não gosto das coisas fáceis.
Tudo na minha vida sempre aconteceu da forma mais difícil, e agora estou falando de tudo. Nada nunca veio parar de graça à minha mão. Raramente tive alguém que me ensinasse isto ou aquilo. De tudo o que hoje sei – que não é tanto ainda – a maioria aprendi sozinha, buscando, queimando os miolos se necessário, experimentando, errando e acertando, mas lutando, lutando sempre.
Não é que eu não goste que me ensinem ou que não gostasse que nesse aspecto as coisas tivessem sido mais fáceis, alguém no meio do caminho para me ensinar, por exemplo. Eu só não gosto é das coisas mastigadas, porque acho que isso é abusar do outro enquanto posso fingir não ser uma preguiçosa.
E preguiçosa é uma coisa que não sou, nunca fui. Aliás, sou bastante persistente.
Sim, acabo por fazer as coisas da maneira mais difícil, mas aprendo muito assim, e, além disso, resta também aquele gozo, aquele ilimitado gozo de poder bater no peito e poder me orgulhar de, afinal, nada ter vindo de graça mas eu ter conseguido tudo por mérito meu, mérito de todos os dias de luta.
Sono trocado
Setembro 12, 2008
Ando com o sono muito trocado. E com sono, muito sono, principalmente em horas impróprias.
Mas hoje decidi resolver esse problema. Não gosto de remédios, detesto. Mas há mais de um ano atrás eu tomava uns estimulantes, remédios naturais e algumas vitaminas, e isso me dava mais energia. Não sei bem o motivo, eu acho que simplesmente me esqueci de tomá-los.
Aprendi com uma amiga minha, que conheci no segundo bordel. Uma das garotas mais especiais que conheci, com ela aprendi muita coisa, muita coisa mesmo. Infelizmente hoje já não tenho notícias dela. Sabe o dono do bordel em Viana? Foi ela que me levou para Viana, e este ano estive com o dono do bordel de Viana, ele disse que a viu uma vez há algum tempo atrás, mais de um ano ou dois. Mas eu não, nunca mais tive notícias, porque quando nos conhecemos ela já estava praticamente de partida. Foi uma guria muito legal mesmo, me ajudou muito, me ensinou muita coisa. Então eu falava com ela da minha aversão aos remédios, mas ela me dizia assim: “Paula, você tem que se lembrar que hoje a sua vida é outra. Nós trabalhamos o dia todo, seja física ou psicologicamente. Nosso horário de comer hoje é um, amanhã é outro. Não comemos direito, e nem às horas certas. Estamos sempre preocupadas, com tudo. Quantas vezes, horas da madrugada, não vamos a um lugar qualquer comer uma porcaria qualquer? Comemos em horários estranhos, e isso não nos alimenta. Ou não nos alimenta de forma suficiente para darmos conta de toda a energia que gastamos. Não adianta, Paula, hoje o seu corpo funciona de outra forma e tem outras necessidades. Se você não tomar pelo menos umas vitaminas, o seu corpo não aguenta mesmo, você vai ver.”
Então desde esta época pelo menos umas vitaminas passei a tomar, e me senti muito bem, com mais energia.
Há meses ando me sentindo cansada. Ainda pensei que podia ser da idade, risos, risos. Mas aí hoje me lembrei e fui procurar pelas vitaminas, afinal as que eu tiver no armário têm que ir para o lixo.
Aqui perto de casa não tinha, mas como eu tinha mesmo que ir numa loja lá longe, sabia que lá perto dessa loja tinha uma loja de produtos naturais que podia ter o que procuro. Estou tomando ginseng, também. É em chá, e o chá é horrível, mas vale o sacrifício.
O que eu quero para hoje? Dormir não muito tarde e amanhã acordar outra, revigorada.
Atrasada…
Setembro 12, 2008
Sei, estou atrasada, muito atrasada. No amanteprofissional.com eu tinha dito que calculava que até dia 10 de Setembro estaria tudo funcionando perfeitamente nos meus blogs e sites. E hoje é 12, já.
Mas com algumas coisas não podia contar. Imprevistos. Net lenta por exemplo.
Ontem tive que dar uma limpeza no computador, porque descarreguei tanta coisa que ele foi ficando lento, lento, lento.
Ainda tenho muito o que fazer para que tudo funcione direitinho nos meus blogs e sites, fora as actualizações do WordPress para os 500000 blogs que tenho, risos.
Tive que dar uma pausa para fazer Yoga, caso contrário depois eu estaria toda enferrujada e com dores em tudo quanto é lado. A velhice é foda, eu nunca pensei que antes dos 30 já estaria assim, risos. Já sofri de dor nas costas na semana passada, não quero sofrer disso de novo, e para mim basta fazer Yoga que o corpo volta a funcionar direito. (Faço 27 este ano, estou morrendo de medo; espero que depois dos 30 o Yoga continue resolvendo os meus problemas…)
Mas fora a pausa para o Yoga, que fiz por aproximadamente uma hora, não tinha planeado mais nenhuma outra pausa para o meu dia ontem, excepto aquelas imprescindíveis, tomar banho e comer. Aí me lembrei que tinha que ir ao mercado, e já estava me arrumando para sair, pensando comigo “pô, não creio que tenho mesmo que ir ao mercado…”
Mas então fui salva. O Gatito apareceu por aqui e se ofereceu para ir ao mercado por mim. Enquanto escrevia umas coisas e anotava outras na agenda, ele foi e voltou do mercado. Também pudera, as pernas dele são enormes, um passo que ele dá são uns quatro ou cinco meus. Perto dele, é como se eu caminhasse feito uma gueixa.
Depois do jantar, pensando que poderia continuar com o trabalho… Ah, isso queria eu! Fiquei sem net. Aí li umas páginas de um livro que comecei há tempos, mas até hoje não acabei, tem as letras muito pequenas. (Eu já disse que tenho problema de junta, o junta tudo e joga fora, a visão também não anda boa, sou uma velhota mesmo. Preciso ir no oftalmologista urgente, mas ainda não sobrou tempo, e depois disso vou ter que trocar as lentes dos meus óculos, porque com ou sem eles já não está fazendo muita diferença).
Quatro páginas e fiquei cansada, e como já estava no sofá acabei dormindo. O Gatito estava assistindo tv, ainda olhou para mim e disse: “Hum, estou vendo que alguém está com sono… Vai dormir, não vai?” Não lembro de mais nada depois disso, apaguei.
Acordei algumas horas depois, mas o Gatito me disse: “Não adianta, ainda está sem net”. O computador dele está aqui, ele me empresta quando preciso fazer várias coisas ao mesmo tempo, no dele também não tinha net.
Então fui trabalhar nuns documentos do word, era o que dava para fazer.
Horas depois a net voltou. Neste momento estou fazendo o download de alguns arquivos do meu servidor. São coisas que não preciso, mas prefiro guardar para caso algum dia volte a precisar. Mas pronto, pelo menos estou limpando o servidor para ganhar algum espaço.
Cometi um erro brutal. Não sou boa de ficar memorizando números. Me pergunte de quanto é a memória do meu computador que eu não sei te dizer. Ontem veio um cara tocar à minha campainha, estava vendendo um plano de internet, perguntou qual é a velocidade da minha internet e eu não sabia dizer a ele qual era. Faço isso de propósito. Eu acho que a minha memória já tem que guardar muita informação, logo de propósito tento apagar toda aquela que não é necessária, que posso consultar num papel, por exemplo. Sei todos os meus telefones de cor. Sei todos os pins dos telemóveis. Sei o número da conta do banco e acho que sei o NIB também. Sei o meu número de contribuinte daqui, e o número do cpf do Brasil. Sei vários números de telefone de cabeça. Sei essas coisas porque são coisas que não quero ficar consultando no papel. Mas para todas as outras não gasto a minha memória, não com números. Eu só não me importava de saber os números do Euromilhões da próxima semana, de resto todos os outros números para mim não são importantes, não merecem espaço na memória, o papelzinho já serve.
Então eu não me lembrava, e não lembrava mesmo, qual era o espaço da minha conta de alojamento. Mas lembrava, claro, o que precisava em limite de tráfego, dado ter sempre este problema com os meus sites, e estar sempre aumentando. E quando compro um alojamento, o mais importante é isso, limite de tráfego.
Quando entrei no meu antigo servidor que fui ver a burrada que eu cometi. E não é que eu comprei uma conta de alojamento que, apesar de me dar realmente mais limite de tráfego, me oferece quase menos 1GB para alojar arquivos?
Deve ser até por isso que o upload foi assim incompleto, afinal o que eu estava mandando para o novo servidor era maior do que aquilo que era permitido colocar ali.
Mas isso não é um problema não. Eu sei que guardo muita coisa que não tem utilidade nenhuma. E é isto o que estou fazendo agora, apagando do novo servidor tudo aquilo que já não tem utilidade. Plugins, por exemplo, eu tenho mania de testar vários plugins que fazem a mesma coisa, e depois ficar com aquele que faz a mesma coisa mas do jeito que eu quero. E depois… esqueço de apagar os que não preciso.
Ou seja, isso significa que a demora será um pouco maior. Mas pelo menos terei tudo mais organizado.
Unhas e manicures
Setembro 9, 2008
Nunca dei muita importância às unhas. Acho lindo mulher que tem unhas grandes, fortes, bem pintadas. Eu, entretanto, para já não posso ter unhas grandes. Primeiro porque sou massagista, e é melhor receber uma massagem de alguém com as unhas curtas do que de alguém com as unhas longas. Ouve o que estou te dizendo: se for fazer massagem em alguém, não invente de fazê-la se não tiver as unhas bem curtinhas. Segundo em função de fazer sexo (unhas longas podem, sem querer, rasgar o preservativo, fora o detalhe de o homem ir para casa arranhado também não ser boa ideia). Em terceiro lugar porque toco violão. Aliás, este é um motivo principal para desde sempre eu nunca ligar tanto assim para as unhas, o violão. O que adianta eu ficar 3 horas na manicure se, no máximo em dois dias, o verniz vai sair assim que eu pegar no violão? Aí quer dizer: eu vou deixar de pegar no meu violão apenas para não estragar as unhas? Vou lavar louça com luvas apenas para não estragar as unhas? Me poupe, nesse aspecto não sou muito “mulherzinha” não. Tipo, faço de tudo para levar uma vida mais ou menos normal. Já abdico de mil coisas da minha vida, mais do que aquilo que gostaria de ter que abdicar. Ainda vou ter que abdicar da terapia e prazer que é para mim pegar umas musiquinhas apenas porque não quero estragar as unhas?
No bordel quase sempre tinha uma manicure que lá ia uma vez por semana. No bordel eu não tocava violão, afinal há meninas que gostam de dormir até tarde, não sou de incomodar ninguém, principalmente com barulho. Além disso, houve épocas em que alugava um quarto na casa de colegas, só para guardar as minhas coisas, eu pagava a renda mas raramente ia lá, excepto para buscar algo ou levar algo. Então nessa época eu gostava de estar com a manicure sim, mas justamente porque não tinha muito o que fazer. Até era algo muito bom para mim ficar conversando com a manicure uma vez por semana, era alguém diferente, diferente daquilo que eu via ali no bordel. E como às vezes poderia demorar horas quando fosse fazer mãos e pés, era um tempo que passávamos conversando.
As manicures dos bordéis ou que trabalham exclusivamente para acompanhantes costumam ser mais caras. Quanto a isso não acho justo não. Não acho justo porque, afinal, não somos melhores ou piores que alguém, ou mais ou menos exigentes que quaisquer outras mulheres apenas em função de sermos acompanhantes. A questão é que, quando a manicure estipula o seu preço, para as acompanhantes o único critério é este: podem pagar. Mas também fica parecendo outra coisa: “ah, se for para fazer as unhas de uma acompanhante, só se for por um valor mais alto, caso contrário não faço”. Ou seja, aí já é preconceito. Sim, no caso da deslocação, ela tem que ter um valor para a deslocação sim, mas não em função da actividade da “cliente”. Às minhas manicures, sempre aceitei pagar um preço mais alto, mas não pelo facto de serem manicures de acompanhantes. Mas pelo facto de não se importarem de suas “clientes” serem acompanhantes, pelo facto de tirarem a cutícula como gosto – não é o indicado, mas é uma questão cultural -, e pelo facto de esterilizarem os instrumentos. Um alicate de tirar cutícula, por exemplo, é algo que fica sujo, afinal pode arrancar alguns “bifes”, ficar com sangue. Fazer unhas com uma manicure que não esteriliza os instrumentos que utiliza é algo impensável.
As manicures que não se importam que as suas clientes sejam acompanhantes sempre tiveram também as suas vantagens. Uma delas é que não nos importamos de pagar mais se a manicure for uma bela artista (sim, ser manicure é também uma arte). Em segundo lugar porque somos boas pagadoras e clientes frequentes. Em terceiro porque, além disso tudo, ainda costumamos indicar novas clientes. Basta você chegar com as unhas lindas num bordel que uma menina vai perguntar quem fez as suas unhas, ou seja, a arte da manicure acaba sendo exposta para um grande número de pessoas. Tinha uma manicure, por exemplo, que ia lá no bordel e passava o dia praticamente inteiro lá. Primeiro ela fazia as minhas unhas, depois eu ia ao quarto das meninas dizendo que estava com uma manicure no meu quarto, se alguém quisesse fazer as unhas era só falar, caso contrário a manicure iria embora. Bom, como ninguém queria ter que marcar hora no salão ou ter que ir para o salão sem saber se conseguiriam uma manicure, todas aproveitavam a oportunidade, e a manicure passava o dia inteiro trabalhando ali, fazendo as unhas de todas as meninas. Em um dia com a gente, ela ganhava mais do que em uma semana inteira de trabalho. Então, em alguns locais onde trabalhei, tinha até o “dia fixo da manicure”, em que ela ia ao bordel e a gente marcava um tempo aproximado para cada uma estar com a manicure, logo podermos fazer outras coisas até chegar a nossa hora.
Mas hoje, fora do bordel, deixei de ser cliente assídua de manicures. Primeiro porque hoje tenho o meu violão comigo. Em segundo lugar porque hoje não tenho paciência para ficar horas parada, enquanto a manicure faz as minhas unhas. Então, quando faço as unhas, é em casa, sozinha. Isso porque, enquanto um pé está de molho ou as mãos das unhas secando, eu posso ir fazendo outras coisas. Exemplo: ligar para a minha família, atender os telefonemas dos amantes, fazer marcações na agenda, responder e-mails, etc. Uma coisa era no bordel, onde a manicure ia durante o dia, só à noite atenderíamos clientes. Outra coisa é agora, afinal o meu trabalho é também ao telefone, e atender telefone enquanto a manicure tenta fazer o seu trabalho acho que é no mínimo uma coisa meio chata. Até, inclusive, uma falta de respeito da minha parte. Era o mesmo que eu atender um ‘cliente’, e estar por cima dele fazendo sexo, ao mesmo tempo em que uso o secador e faço escova no cabelo.
Mas a questão é que hoje o tempo é algo muito precioso para mim, e simplesmente já não consigo, não consigo mesmo fazer apenas uma coisa no mesmo minuto, menos ainda em várias horas. Uma coisa é eu estar com uma pessoa que vou atender, neste momento estou só com ela e me dedico apenas à ela. Até o telemóvel ponho no silêncio assim que a pessoa chega. Tem uns que ficam vendo o telemóvel piscar enquanto conversamos e dizem: “Se quiser pode atender, Paula”. Acho uma gracinha da parte deles, mas não atendo não, excepto em casos de urgência e para coisas que exigirão de mim uma resposta rápida, mas logo depois ponho mesmo no silêncio e nem penso mais no telefone.
Então, apesar de não ligar tanto para as unhas, há coisa de um mês ou mês e meio o meu lado “mulherzinha” falou mais alto. Tenho feito as minhas unhas regularmente, até estou me estranhando. Tenho até tido paciência para retocar o verniz, isso para mim é novidade.
A questão é o lado “mulherzinha” mesmo que falou mais alto. Encontrei alguns esmaltes fantásticos na rua. Dia desses tinha encontrado numa loja um tom que adoro, costumo chamar esse tom de “vermelho-puta”, eu adoro esmalte “vermelho-puta”. (Bom, eu já usei o cabelo no tom loiro-piranha, logo gostar de um esmalte vermelho-puta não é novidade alguma, risos, sem contar que eu adoro vermelho). Mas como sou a pessoa mais distraída desse mundo, sei que entrei na loja, fiquei logo louca pelo verniz vermelho-puta, mas acabei comprando outra coisa e esqueci. Depois fui à rua novamente, lembrando que esqueci do tal verniz, mas acredita que já nem me lembrava qual era a loja? Lembrava qual era a rua, mas não qual era a loja. Entrei numa, crente que era aquela. Não era não. Aí fui andando, andando, e ainda bem que tive essa falha de memória. Porque, graças à minha falha de memória pré-Alzheimer, que então pude conhecer uma outra loja, uma loja fantástica, com uma diversidade enorme de tons vermelhos – inclusive o vermelho-puta -, e também uns outros que gosto muito, como os dourados.
Para as mulheres, anotem o que estou dizendo: se não já for moda – posso estar dando uma notícia atrasada, porque não sou de ler essas revistas femininas – a próxima moda será, para as unhas, o tom vermelho-puta. Será a nova tendência, podem anotar. Acho que justamente por isso que eu, essa semana, e porque detesto seguir tendências, estou usando o dourado…
Depois da faxina na casa, uma faxina em mim
Setembro 9, 2008
Ui, cansei, viu? Mas pronto, ficou tudo arrumadinho, limpinho e com cheiro de incenso mamãe-bebê (lembrem-se, os meus amantes são pessoas muito meigas, muito carinhosas, logo o incenso mamãe-bebê é muito mais apropriado do que por exemplo um incenso mais “erótico”.)
Eu estava um lixo. Um lixo mesmo: suja, desarrumada, descabelada. Acho que o pau de homem algum levantaria para mim se me visse desse jeito. Quer dizer, excepto o pau do meu namorado, ele me acha linda de qualquer jeito, nunca vi coisa igual, é muito amor mesmo, risos.
Sinto muito desapontar o imaginário masculino. Eu não estava arrumando a casa de salto alto, apenas um avental amarrado à cintura, um fio dental por baixo e mais nada. Sinto muito por isso. Eu estava arrumando a casa de camiseta, bermudão e chinelo, como qualquer mulher comum.
E como qualquer mulher comum, depois de fazer a faxina na casa fui fazer uma faxina em mim, me livrar de toda aquela sujeira depois de horas e horas aspirando, passando esfregão, lavando louça, colocando roupa para lavar, passando óleo nos móveis, etc.
Eu precisava e merecia. Fiquei um bom tempo no banho, fiz a depilação, lavei cabelo, mimei meu corpo de cremes, nossa, que delícia, uma recompensa maravilhosa depois de um dia de trabalho!
Folga parcial
Setembro 8, 2008
Hoje tive um encontro tranquilinho mais cedo, era só para fazer uma massagem. Bem, nem se o homem quisesse – ele até queria, mas querer não é poder – eu poderia fazer outra coisa, ele estava todo partido, coitado.
Atendi porque já estava marcado, mas hoje não dava para atender não. É que hoje tenho que fazer as coisas que planeei fazer no fim-de-semana, mas que não fiz porque fiquei resolvendo – ainda não acabei – essas questões dos meus sites e blogs.
Domingo para mim é “dia de Maria”, ou seja, dia de fazer faxina na casa. E acabei não fazendo, por causa dos sites, então no máximo cuidei das minhas plantas. Mas hoje não tem jeito, os sites vão ter que esperar, afinal tenho marcações para essa semana e a casa tem que estar um brinco.
Vou almoçar agora, assim que acabar vou começar com as limpezas…
É cansativo, eu sei, mas gosto de eu mesma fazer a limpeza, de ver a casa se transformando, ficando do jeito que quero. Mas não contrato uma pessoa para fazer isso por mim porque fico sem graça (por ela, não por mim). Imagina a cara da senhora encontrando um vibrador enorme no quarto? E ter que contratar alguém para me poupar tempo, mas ter que gastar um tempo enorme escondendo tudo aquilo que pode ser “suspeito”… bem, seria gastar tempo dobrado, logo é mais fácil ser eu a fazer esse servicinho.
Florianópolis
Setembro 8, 2008
Há sei lá, um ou dois anos atrás, uma menina me ligou. Disse que o meu blog tinha sido citado no Zero Hora e que estava me contactando porque estava vindo para Portugal. Apesar de não ter visto tal artigo, o que posso dizer é que, afinal, do Brasil são as pessoas do Sul que mais me contactam.
Agora, uns quinze ou vinte minutos para às 3 da manhã, estava falando com mais uma menina do Sul. Da cidade de Florianópolis, mais exactamente. É engraçado que, através da Internet, conheço mais pessoas de Florianópolis do que ao vivo.
Eu sei que a gente não pode classificar as pessoas em função do lugar onde elas vivem; há más e boas em todos os lados. Mas Florianópolis é uma cidade que nos últimos anos me deu uma enorme vontade de conhecer justamente em função disso, das pessoas.
Cachorros
Agosto 28, 2008
Adoro cachorros e os cachorros na maioria das vezes também me adoram. É muito raro um cachorro não gostar de mim, excepto se ele não tiver uma alma boa. Sim, tem cachorro que não tem alma boa não, principalmente se ele tiver sido manipulado pelo homem para ser assim. Cheguei em casa agora e estava ali na rua a brincar com a cachorrinha da minha vizinha, que me adora. Digo, a cachorrinha me adora, a vizinha mal conheço. A cachorrinha me vê e vem logo ao meu encontro. Quando me mudei para cá, uma das coisas que mais gostei foi de ver cachorros. Às vezes penso que quase todo mundo tem cachorro aqui. Tenho um vizinho que tem um pastor alemão, lindo, lindo. Acho que o vizinho também é bonito, mas não prestei atenção, só fiquei olhando para o cachorro. Os cachorros grandes também costumam gostar de mim, me respeitam. Há um pitbull aqui na esquina também, enorme o bicho, parece um touro, de tão forte. Todo mundo passa bem longe do bicho, eu entretanto passo bem pertinho da sua dentada. Ele me olha e eu olho bem dentro do olho dele, e ele abaixa a cabeça. Eu devo ter sido um cachorro na encarnação passada, porque é como se conseguisse me comunicar com eles.
Pesadelos
Agosto 27, 2008
Acabei ficando com sono, de tanto que me desgastei. Segundo o Ulisses me disse, o amanteprofissional.com está entrando, mas pelo Portugal Telecom Empresas, mas lento, muito lento. Estou sem acesso ao painel, quando tenho que fazer coisas muito importantes através do painel de administração da conta de alojamento. O problema é que estou mesmo sem conseguir falar com o senhor da empresa A, perguntei se ele tinha ido de férias, e me disseram que podia ser isso.
Como detesto esperar, fiquei com sono. Mas ter sono não é algo bom para mim não. Dormir, para mim, é algo que me deixa muito cansada. Durmo apenas o suficiente, 6 horas por noite, também por causa disso, por causa do cansaço que me dá.
Sempre que durmo tenho pesadelos, aqueles sonhos que me cansam muito. Sabe com o que é que eu sonho quanto durmo? Sonho que estou trabalhando. Ou seja, até na hora de descansar trabalho.
Sonho geralmente que estou atendendo aqueles clientes que não gozam nunca, ou então tenho aqueles sonhos mais pervertidos do que eu própria poderia conseguir imaginar. Ontem mesmo sonhei com um macaco dentro do bordel. Isso mesmo, o cliente era o macaco. Eu posso com uma coisa dessas? Eu sei que alguém poderia tentar explicar que no fundo do meu subconsciente tenho algum tesão encubado por macacos… Ei, me poupe, tá? (risos) Lógico que não tenho tesão por macacos, esses pesadelos acontecem apenas para me perturbar, apenas para me deixar cansada inclusive quando durmo, risos.
Hoje estava chateada porque, afinal, tinha mil coisas planeadas que não podiam ser feitas. Sabe qual o problema de estar com o amanteprofissional.com fora do ar? Porque aí as pessoas me ligam sem saber as informações e eu não posso dizer “ó, vai lá no site e veja as condições”. E se eu ficar atendendo o telefone para dar informações completas, vou me cansar muito, psicologicamente, digo, porque é cada tipo de conversa que ó… não dá não. Porque uma coisa é atender o telefone enquanto prostituta, e dizer aquele textinho decorado: “Sou assim, faço isso e aquilo, cobro x”. Outra coisa é enquanto amante profissional, que exige coisas muito complexas, que exige que a pessoa que me procura queira uma relação humana, etc. Aí ó, não dá mesmo para ficar atendendo o telefone.
Então fiquei chateada e o sono bateu. O sono não bateu por falta de dormir, dormi muito bem essa noite. Mas ficar chateada me dá sono mesmo. Até sonhei que o site já estava no ar, pode uma coisa dessas? Sonhei que eu tinha me levantado, entrado na Internet e visto que o site estava entrando. Aí quando acordei de verdade pensei que dormindo eu tivesse ido ao computador, e que o site estivesse entrando mesmo. Mas era sonho.
Depois sonhei que estava num bordel em Espanha. Olha, esse pesadelo me deixou muito cansada. Estávamos num quarto, trancadas, e metendo directo. Acho que éramos três, pelo menos me lembro vagamente de mais outras duas lá comigo. Tipo, o cliente tinha nos trancado lá, mas ele era brocha, o pau dele não subia de jeito nenhum, e cismava que dava para trepar assim. O tesão dele era esse, trepar com o pinto mole. De repente eu já não estou dentro do quarto, mas dentro do salão do bordel. Reparo nas roupas das meninas, até que se vestiam de forma bem decente, nada de muitos decotes ou saias curtas. Mas as roupas eram muito brilhosas. Aí eu olho para a minha roupa, e eu também uso uma daquelas roupas brilhosas. Por acaso era uma roupa que realmente tenho, um conjunto vermelho e brilhoso, saia e blusa. Não lembro de ter visto clientes no salão do bordel. Sei que estavam lá, mas não vi os seus rostos. Eu só vi a cara do proxeneta, e ele foi com a minha cara. Eu, que geralmente não vou muito com a cara dos proxenetas, no sonho também ia com a cara dele. No sonho, aliás, eu chegava até a ter atracção por ele. Era um homem com uns 40 e tal anos, careca, a cabeça dele parecia um ovo, tinha os olhos num verde cinzento, mas não parecia ser um verde de verdade, parecia que a fumaça do cigarro que fazia com que o olho dele ficasse assim. Ele usava uma camisa florida ridícula, branca com umas estampas de flores vermelhas, e uma calça bege, sapato social. Era branco, muito branco, daquele tipo que fica vermelho se pegar um pouquinho de sol. Tinha a boca bonita, apesar de não ser carnuda, e cheirava bem. Eu estava indo embora quando nos encontramos. Ele tinha dado o número de telefone para as meninas, o número de telefone do bordel, para quando quisessem voltar. A mim, além do número do bordel, ele me dava um outro papelzinho escondido, dizendo que aquele era o seu número pessoal.
É engraçado que me recordo muito bem da cara dele, mas nunca vi aquela cara antes. O que é estranho é isso, eu ficar sonhando com pessoas que nunca vi e que nem sei se existem. Acho que o que temo é que um dia veja essas caras na vida real, até porque já aconteceu antes.
Músicas que ninguém sabe cantar
Março 31, 2008
Esse fim-de-semana estava eu com o meu violãozinho velho de guerra pensando em que música tentaria tirar, quando me veio uma lembrança antiga, ou sei lá, nem tão antiga assim, há coisas que ficam tão vivas que superam o tempo…
Estávamos nós – o “todo mundo” de sempre, ou seja, a galera toda - sentados lá no boteco da esquina, aquele calor infernal e a Skol rolando por conta do dono do bar por causa do violão no colo…
Então sempre que junta uma turma em volta de um violão há aquele problema: alguma letra que todo mundo não conhece ou se conhece não sabe cantar.
E chega uma hora, depois de tantas horas – ou os dedos doendo, ou a voz já rouca, ou aqueles que já estão mais para lá do que para cá por causa da cerveja de borla – em que já não há mais repertório, como se de repente ninguém mais conseguisse lembrar de musica alguma.
Então vinha esse meu amigo – hoje in memoriam - se lembrando daquela música que afinal – pelo menos num trecho – toda gente sabia cantar:
Ra ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta ta
ta ta ta ta
ta ta ta ta ta ta
Se não deu para identificar a música apenas pelo ta ta ta ta ta fica uma dica fácil para quem conhece: Engenheiros…