Blog Amante Profissional quase “belezinha”
Setembro 10, 2008
Bom, o blog Amante Profissional está quase belezinha. Mas é aquilo que eu disse, por enquanto é melhor ir me acompanhando por aqui – até porque não vou adicionar para agora nenhum post novo lá - há erros que tenho que conferir ainda, só dentro de alguns dias, quando tudo estiver a 100%, que volto oficialmente para lá, mas aí eu aviso.
Enviei hoje – enfim – um e-mail para os leitores registados do blog Amante Profissional. Tinha muita gente que não estava sabendo de nada, e que até tinha esquecido daqui do blog provisório e do meu twitter, que é onde dou os recados também.
Bom, tenho outros blogs para colocar no ar… Vou dando notícias aqui…
Blog Amante Profissional no ar (mas por enquanto ficaremos mais alguns dias por aqui)
Setembro 10, 2008
Bom, gente… Para quem estava com saudade – ninguém mais do que eu, risos – o blog Amante Profissional está no ar!
Entretanto, por pelo menos mais alguns dias, continuarei actualizando aqui no amanteprofissional.wordpress.com, e não lá no blog Amante Profissional (oficial). Por quê? Porque está no ar, mas tenho que fazer muitas coisas ainda. Como, por exemplo, actualizar uma série de plugins. Então é melhor voltar para lá quando tudo estiver realmente funcionando bem.
Para quem chegou aqui só agora, depois do post que deixei lá no Blog Amante Profissional: estou explicando toda a situação da mudança do servidor, do problema que deu, etc. nos posts abaixo.
P.S.: Acabei de ir lá no blog Amante Profissional, estavam 30 pessoas online. A questão é que nem todo mundo vai para a página inicial, muitos chegam ao blog através de pesquisas onde procuravam por assuntos específicos…
Mar Novo
Setembro 10, 2008
Ontem deixei um post aqui numa hora que, afinal, eu nem estava aqui. É que nessa hora estaria num encontro, então deixei o post programado.
Gosto de homens como ele. Meiguinho que só. Calmo. Educado. Pura harmonia. Está perto dos 60, mas não parece. Não que isto tenha importância, apenas foi um detalhe que reparei.
Tem uma profissão que não é uma das mais comuns dos amigos que tenho. Mas não vou dizer o que é, justamente por isso.
Quando chegou pedi que aguardasse uns minutinhos, porque, como sempre, eu estava saindo do banho. E ainda assim, quando entrou, eu ainda não estava 100% pronta, tanto que indiquei que se sentasse enquanto fui passar perfume. “Preciso apenas de uma gotinha de perfume” – disse – “Porque sem perfume eu não sou ninguém.” Era o Channel, o meu amigo Channel. E ainda tinha que colocar uns brincos, mas não achei os que queria colocar, então pus umas argolas.
Um doce, me trouxe dois livros de presente. Um mais poético, outro mais erótico. Fui ver na estante, porque achava que tinha um deles. Ainda acho que tenho, mas vou conferir primeiro na outra estante, a dos livros que planeio ler em breve.Nem é uma outra estante, mas uma mesa, mas nela, junto com os livros, há muitas coisas também, como agendas e materiais que imprimi e encadernei, coisas que pretendo revisar quando me sobrar tempo, sabe-se lá Deus quando.
Vou chamá-lo de “Mar Novo”, porque conversamos sobre o mar – e também sobre fazer sexo no mar – e porque um dos livros que ele me trouxe foi o Mar Novo da Sophia de Mello Breyner Andresen.
Conversamos bastante. Eu contei algumas histórias minhas, ele contou algumas histórias dele também. Tipo diálogo, não monólogo, delícia.
Olho no olho, sempre. Olhos ternos, carinhosos, vivos, humanos.
Me conhece há muito tempo, desde aquela reportagem de capa para a revista Domingo, aquela primeira que me popularizou. Disse que desde então pensava: “Quando for à Zona Centro quero ver se consigo visitar a Paula”. Mas nunca dava, porque não conseguia marcar com antecedência. Então disse que ficou feliz quando me mudei para Lisboa, afinal estaria mais perto dele. Aí eu brinquei: “Eu já estou em Lisboa há mais de um ano e só agora você me procura?”
Ele tem um sobrenome estranho. Estranho para mim, pelo menos. Mas claro, não vou também dizer qual é, isso é uma coisa nossa.
Depois dançamos, Maria Rita, que adoro. E tiramos a roupa, afinal… já pensou se a gente fica com calor?
Então estávamos na cama. Tem a pele lisa e macia, coisa que adoro. «É muito bom estar contigo» – ele me dizia ao ouvido.
Já esteve com outras acompanhantes, mas não é o tipo de homem putanheiro – em bordel usávamos muito essa expressão – e que trata mulher como objecto. Nota-se. Explicando, ele nem precisava de dizer muita coisa, porque eu via isso nele. Eu via que ele era um homem bom e terno. E é muito bom sentir isso em alguém, eu fiquei leve e deixei acontecer.
Não é por nada não, mas… Pô, que pinto gostoso tem aquele homem! Ele acha engraçado eu falar a palavra pinto. Sabe o que eu acho engraçado? Eu ter esse prazer enorme de dizer a palavra pinto.
Não podia deixar de contar esse detalhe, porque era um pinto muito gostoso mesmo. Bom para chupar, bom para penetrar. Tipo, tem pinto que por vezes só é bom de chupar, outro que é só bom de penetrar. o dele era bom para as duas coisas. Encaixava bem, perfeito. Ainda era uns 2cm maior do que aquilo que gostaria que fosse – senti apenas no fim, quando ele levantou as ancas – mas mesmo assim era muito bom, tinha o encaixe perfeito. Gozei duas vezes.
Gostava de fazer sexo com ele enquanto acariciava a sua nuca. Que nuca gostosinha a dele!
Também conversamos na cama, e falamos muito sobre sexo, principalmente sobre os preconceitos e pudores.
Adorei conhecê-lo. Foi, realmente, um bálsamo. Meu corpo e minha alma ficaram leves e tranquilos…
Página «Encontros» na Agenda
Setembro 9, 2008
Apenas para facilitar as coisas, adicionei uma página «Encontros» na Agenda.
Criei a agenda para ser um espaço isolado, um local onde apenas falaria da minha disponibilidade, eventos, folgas, etc. Mas quem consulta a agenda é, principalmente, aquele que tenciona ter um encontro comigo. Aliás, este foi um dos propósitos principais. Em dias de folga, por exemplo, posso não querer atender o telefone, afinal, se atendo o telefone, nem será folga, risos. E além das folgas, há também outras coisas. A primeira é que não sou uma acompanhante a tempo inteiro, mas apenas em alguns momentos ou fases do meu dia. Durante o meu dia, tenho uma vida normal como qualquer outra pessoa, com o detalhe de que, em certos horários, recebo pessoas no quarto. Enquanto amante profissional, e querendo atender apenas pessoas meigas, educadas, carinhosas, que buscam sobretudo por uma amante que também seja amiga, significa também que as coisas não são como antes, como quando trabalhava em apartamentos de convívio, por exemplo. Em apartamento de convívio era dar as informações o dia inteiro e atender o dia inteiro. Ou seja, assim que ficava livre, outro ligava, outro vinha (isto é o que eu chamo de “amor ao próximo”, risos) e eu atendia, ou seja, o dia inteiro era assim. Mas hoje não. Hoje me dedico a algo mais humano. Bem, e significa também que não fico o dia todo ao telefone, aguardando o “próximo”. Faço a minha vida normalmente, e nos horários marcados sim, recebo pessoas. E some também a vida pesoal. Numa outra actividade, a vida pessoal não afectaria tanto. Se eu trabalho numa loja de cosméticos, por exemplo, e tenho um problema familiar, não é o problema familiar que vai justificar a minha ausência. Outra coisa é ter um problema sendo acompanhante, porque não é um “serviço”, mas uma relação entre pessoas, corpo e alma, e eu preciso estar muito bem, muito inteira para estar com uma pessoa. Então se por vezes estou de folga, ou se acontece uma coisa desse tipo que não me permite estar inteira, e eu resolvo tirar uns dias para mim ou para resolver algumas coisas, o que acontece? Uma pessoa me liga, e me liga outra vez, e não consegue falar comigo. É verdade que, quando isso acontece, as pessoas só pensam em duas coisas: ou fui embora de vez, ou estou trepando o dia todo, quando pode nem ser isso, mas ser uma coisa pessoal, por exemplo (é que, alguns esquecem, as acompanhantes também têm vida pessoal, rs). Bom, aí por isso criei a agenda, pelo menos assim poderão saber a razão das alturas em que estiver menos disponível, e logo saberem aquelas em que estou mais disponível também. É óbvio que certas coisas não dá para especificar. Estar menstruada, por exemplo, é algo que não devo referir, afinal, tem homem que pensa que o ciclo de toda mulher é de 30 dias, e depois fica fazendo as contas… (risos). Ao criar a agenda dividi-a em categorias, ou seja, há a minha agenda enquanto amante profissional, minha agenda enquanto autora, agenda pessoal, etc. Pode parecer que não tem nada a ver, mas tem sim. Por exemplo, se hoje saio para dar uma entrevista enquanto autora, isso significa que vou estar ocupada e que portanto não posso atender. Aliás, quando dou entrevistas, por exemplo, na altura costumo ficar sem atender. É raro eu dar entrevista no local que atendo, mas, se isso acontece, uma coisa que faço é não atender ninguém naquele dia. Why? Porque veja bem, imagina o jornaiista saindoda minha casa e vendo alguém entrar. Mesmo que nem seja este o caso, ele logo vai suspeitar que a pessoa que entrou é um “cliente”, e eu, para preservar a privacidade das pessoas, tomo sempre todos os cuidados no que diz respeito à discrição.
Mas a agenda acabou sendo também conhecida por outras pessoas, que não conheciam os meus espaços na web. E como os meus espaços na web continuam com esse problema, ou seja, ainda estou actualizando tudo, o que acontece é que uma pessoa vê a minha agenda enquanto amante profissional mas depois não sabe como me contactar como amante profissional, ou quais são as minhas condições, etc. Então, apenas para facilitar – não gerando dúvidas – criei, dentro da agenda, uma página chamada «Encontros». É uma página básica, bem básica mesmo, apenas com a informação essencial (até porque é uma página só), mas serve, pelo menos, para não gerar dúvidas.
Unhas e manicures
Setembro 9, 2008
Nunca dei muita importância às unhas. Acho lindo mulher que tem unhas grandes, fortes, bem pintadas. Eu, entretanto, para já não posso ter unhas grandes. Primeiro porque sou massagista, e é melhor receber uma massagem de alguém com as unhas curtas do que de alguém com as unhas longas. Ouve o que estou te dizendo: se for fazer massagem em alguém, não invente de fazê-la se não tiver as unhas bem curtinhas. Segundo em função de fazer sexo (unhas longas podem, sem querer, rasgar o preservativo, fora o detalhe de o homem ir para casa arranhado também não ser boa ideia). Em terceiro lugar porque toco violão. Aliás, este é um motivo principal para desde sempre eu nunca ligar tanto assim para as unhas, o violão. O que adianta eu ficar 3 horas na manicure se, no máximo em dois dias, o verniz vai sair assim que eu pegar no violão? Aí quer dizer: eu vou deixar de pegar no meu violão apenas para não estragar as unhas? Vou lavar louça com luvas apenas para não estragar as unhas? Me poupe, nesse aspecto não sou muito “mulherzinha” não. Tipo, faço de tudo para levar uma vida mais ou menos normal. Já abdico de mil coisas da minha vida, mais do que aquilo que gostaria de ter que abdicar. Ainda vou ter que abdicar da terapia e prazer que é para mim pegar umas musiquinhas apenas porque não quero estragar as unhas?
No bordel quase sempre tinha uma manicure que lá ia uma vez por semana. No bordel eu não tocava violão, afinal há meninas que gostam de dormir até tarde, não sou de incomodar ninguém, principalmente com barulho. Além disso, houve épocas em que alugava um quarto na casa de colegas, só para guardar as minhas coisas, eu pagava a renda mas raramente ia lá, excepto para buscar algo ou levar algo. Então nessa época eu gostava de estar com a manicure sim, mas justamente porque não tinha muito o que fazer. Até era algo muito bom para mim ficar conversando com a manicure uma vez por semana, era alguém diferente, diferente daquilo que eu via ali no bordel. E como às vezes poderia demorar horas quando fosse fazer mãos e pés, era um tempo que passávamos conversando.
As manicures dos bordéis ou que trabalham exclusivamente para acompanhantes costumam ser mais caras. Quanto a isso não acho justo não. Não acho justo porque, afinal, não somos melhores ou piores que alguém, ou mais ou menos exigentes que quaisquer outras mulheres apenas em função de sermos acompanhantes. A questão é que, quando a manicure estipula o seu preço, para as acompanhantes o único critério é este: podem pagar. Mas também fica parecendo outra coisa: “ah, se for para fazer as unhas de uma acompanhante, só se for por um valor mais alto, caso contrário não faço”. Ou seja, aí já é preconceito. Sim, no caso da deslocação, ela tem que ter um valor para a deslocação sim, mas não em função da actividade da “cliente”. Às minhas manicures, sempre aceitei pagar um preço mais alto, mas não pelo facto de serem manicures de acompanhantes. Mas pelo facto de não se importarem de suas “clientes” serem acompanhantes, pelo facto de tirarem a cutícula como gosto – não é o indicado, mas é uma questão cultural -, e pelo facto de esterilizarem os instrumentos. Um alicate de tirar cutícula, por exemplo, é algo que fica sujo, afinal pode arrancar alguns “bifes”, ficar com sangue. Fazer unhas com uma manicure que não esteriliza os instrumentos que utiliza é algo impensável.
As manicures que não se importam que as suas clientes sejam acompanhantes sempre tiveram também as suas vantagens. Uma delas é que não nos importamos de pagar mais se a manicure for uma bela artista (sim, ser manicure é também uma arte). Em segundo lugar porque somos boas pagadoras e clientes frequentes. Em terceiro porque, além disso tudo, ainda costumamos indicar novas clientes. Basta você chegar com as unhas lindas num bordel que uma menina vai perguntar quem fez as suas unhas, ou seja, a arte da manicure acaba sendo exposta para um grande número de pessoas. Tinha uma manicure, por exemplo, que ia lá no bordel e passava o dia praticamente inteiro lá. Primeiro ela fazia as minhas unhas, depois eu ia ao quarto das meninas dizendo que estava com uma manicure no meu quarto, se alguém quisesse fazer as unhas era só falar, caso contrário a manicure iria embora. Bom, como ninguém queria ter que marcar hora no salão ou ter que ir para o salão sem saber se conseguiriam uma manicure, todas aproveitavam a oportunidade, e a manicure passava o dia inteiro trabalhando ali, fazendo as unhas de todas as meninas. Em um dia com a gente, ela ganhava mais do que em uma semana inteira de trabalho. Então, em alguns locais onde trabalhei, tinha até o “dia fixo da manicure”, em que ela ia ao bordel e a gente marcava um tempo aproximado para cada uma estar com a manicure, logo podermos fazer outras coisas até chegar a nossa hora.
Mas hoje, fora do bordel, deixei de ser cliente assídua de manicures. Primeiro porque hoje tenho o meu violão comigo. Em segundo lugar porque hoje não tenho paciência para ficar horas parada, enquanto a manicure faz as minhas unhas. Então, quando faço as unhas, é em casa, sozinha. Isso porque, enquanto um pé está de molho ou as mãos das unhas secando, eu posso ir fazendo outras coisas. Exemplo: ligar para a minha família, atender os telefonemas dos amantes, fazer marcações na agenda, responder e-mails, etc. Uma coisa era no bordel, onde a manicure ia durante o dia, só à noite atenderíamos clientes. Outra coisa é agora, afinal o meu trabalho é também ao telefone, e atender telefone enquanto a manicure tenta fazer o seu trabalho acho que é no mínimo uma coisa meio chata. Até, inclusive, uma falta de respeito da minha parte. Era o mesmo que eu atender um ‘cliente’, e estar por cima dele fazendo sexo, ao mesmo tempo em que uso o secador e faço escova no cabelo.
Mas a questão é que hoje o tempo é algo muito precioso para mim, e simplesmente já não consigo, não consigo mesmo fazer apenas uma coisa no mesmo minuto, menos ainda em várias horas. Uma coisa é eu estar com uma pessoa que vou atender, neste momento estou só com ela e me dedico apenas à ela. Até o telemóvel ponho no silêncio assim que a pessoa chega. Tem uns que ficam vendo o telemóvel piscar enquanto conversamos e dizem: “Se quiser pode atender, Paula”. Acho uma gracinha da parte deles, mas não atendo não, excepto em casos de urgência e para coisas que exigirão de mim uma resposta rápida, mas logo depois ponho mesmo no silêncio e nem penso mais no telefone.
Então, apesar de não ligar tanto para as unhas, há coisa de um mês ou mês e meio o meu lado “mulherzinha” falou mais alto. Tenho feito as minhas unhas regularmente, até estou me estranhando. Tenho até tido paciência para retocar o verniz, isso para mim é novidade.
A questão é o lado “mulherzinha” mesmo que falou mais alto. Encontrei alguns esmaltes fantásticos na rua. Dia desses tinha encontrado numa loja um tom que adoro, costumo chamar esse tom de “vermelho-puta”, eu adoro esmalte “vermelho-puta”. (Bom, eu já usei o cabelo no tom loiro-piranha, logo gostar de um esmalte vermelho-puta não é novidade alguma, risos, sem contar que eu adoro vermelho). Mas como sou a pessoa mais distraída desse mundo, sei que entrei na loja, fiquei logo louca pelo verniz vermelho-puta, mas acabei comprando outra coisa e esqueci. Depois fui à rua novamente, lembrando que esqueci do tal verniz, mas acredita que já nem me lembrava qual era a loja? Lembrava qual era a rua, mas não qual era a loja. Entrei numa, crente que era aquela. Não era não. Aí fui andando, andando, e ainda bem que tive essa falha de memória. Porque, graças à minha falha de memória pré-Alzheimer, que então pude conhecer uma outra loja, uma loja fantástica, com uma diversidade enorme de tons vermelhos – inclusive o vermelho-puta -, e também uns outros que gosto muito, como os dourados.
Para as mulheres, anotem o que estou dizendo: se não já for moda – posso estar dando uma notícia atrasada, porque não sou de ler essas revistas femininas – a próxima moda será, para as unhas, o tom vermelho-puta. Será a nova tendência, podem anotar. Acho que justamente por isso que eu, essa semana, e porque detesto seguir tendências, estou usando o dourado…
Depois da faxina na casa, uma faxina em mim
Setembro 9, 2008
Ui, cansei, viu? Mas pronto, ficou tudo arrumadinho, limpinho e com cheiro de incenso mamãe-bebê (lembrem-se, os meus amantes são pessoas muito meigas, muito carinhosas, logo o incenso mamãe-bebê é muito mais apropriado do que por exemplo um incenso mais “erótico”.)
Eu estava um lixo. Um lixo mesmo: suja, desarrumada, descabelada. Acho que o pau de homem algum levantaria para mim se me visse desse jeito. Quer dizer, excepto o pau do meu namorado, ele me acha linda de qualquer jeito, nunca vi coisa igual, é muito amor mesmo, risos.
Sinto muito desapontar o imaginário masculino. Eu não estava arrumando a casa de salto alto, apenas um avental amarrado à cintura, um fio dental por baixo e mais nada. Sinto muito por isso. Eu estava arrumando a casa de camiseta, bermudão e chinelo, como qualquer mulher comum.
E como qualquer mulher comum, depois de fazer a faxina na casa fui fazer uma faxina em mim, me livrar de toda aquela sujeira depois de horas e horas aspirando, passando esfregão, lavando louça, colocando roupa para lavar, passando óleo nos móveis, etc.
Eu precisava e merecia. Fiquei um bom tempo no banho, fiz a depilação, lavei cabelo, mimei meu corpo de cremes, nossa, que delícia, uma recompensa maravilhosa depois de um dia de trabalho!
Pulseirinha cativa
Setembro 8, 2008
Estou quase acabando a faxina. O problema de ser eu a fazer a limpeza da casa é apenas este, sou lenta. Mas agora falta pouco, bem pouco.
Quase perdi a minha pulseira, a minha pulseirinha cativa. Eu não ia me perdoar nunca se a tivesse perdido. Quem me deu essa pulseira não me dá outra, aliás, ele não me dá mais nada, nunca mais, nem um telefonema ou um sorriso. Este foi o acordo, desde o princípio. Eu não sabia é que ia doer tanto.
Pior, eu teria perdido sem saber que perdi. E só fui descobrir que perdi porque o aspirador engoliu uma tecla do meu computador – eu mereço, risos – aí tive que abri-lo para ir lá buscar a tecla, e o que estava também lá junto com os pós e fios de cabelo? Isso, a minha pulseirinha.
Se não tivesse sido necessário abrir o aspirador eu nem saberia que a pulseirinha poderia estar lá, até porque me lembro muito bem onde a tinha deixado na última vez. Tinha ido dar uma entrevista, aí me lembrei que tinha a pulseirinha, então a tirei para não aparecer no vídeo. Tinha o costume de usá-la sempre, não tirava nem para tomar banho, e por isso resolvi tirá-la no momento da entrevista, afinal alguém podia me reconhecer pela pulseira. Aliás, uma vez esqueci de tirar a pulseira e fui fotografada assim, e fui reconhecida. Sabe por quem? Por quem me deu a pulseira. Foi a última vez que tive algum contacto dele, ele me mandou uma mensagem sms. Ainda tentei ligar assim que vi a sua mensagem, mas ele não atendeu e eu, que tenho desconfiómetro, nunca mais tentei ligar.
Como pode ter ido parar dentro do aspirador? Sei lá, possivelmente tirei alguma coisa da bolsa, a pulseirinha caiu no chão e não vi, e na hora da limpeza o aspirador logo sugou a minha pulseirinha. Ainda bem que o aspirador comeu a tecla do meu computador, caso contrário eu nunca mais ia achar aquela pulseira. Ainda bem, ainda bem.
Essa pulseira tem um valor sentimental para mim. Foi um cliente que me deu, o meu ex-cliente dos Domingos. Eu sabia que, um dia, ele ia embora da minha vida e nunca mais ia voltar. Mas foi o acordo, desde o princípio, e eu sabia que, quando esse dia chegasse, mais nada poderia ser feito, a não ser ficar aqui, à distância e em silêncio, torcendo por ele.
Folga parcial
Setembro 8, 2008
Hoje tive um encontro tranquilinho mais cedo, era só para fazer uma massagem. Bem, nem se o homem quisesse – ele até queria, mas querer não é poder – eu poderia fazer outra coisa, ele estava todo partido, coitado.
Atendi porque já estava marcado, mas hoje não dava para atender não. É que hoje tenho que fazer as coisas que planeei fazer no fim-de-semana, mas que não fiz porque fiquei resolvendo – ainda não acabei – essas questões dos meus sites e blogs.
Domingo para mim é “dia de Maria”, ou seja, dia de fazer faxina na casa. E acabei não fazendo, por causa dos sites, então no máximo cuidei das minhas plantas. Mas hoje não tem jeito, os sites vão ter que esperar, afinal tenho marcações para essa semana e a casa tem que estar um brinco.
Vou almoçar agora, assim que acabar vou começar com as limpezas…
É cansativo, eu sei, mas gosto de eu mesma fazer a limpeza, de ver a casa se transformando, ficando do jeito que quero. Mas não contrato uma pessoa para fazer isso por mim porque fico sem graça (por ela, não por mim). Imagina a cara da senhora encontrando um vibrador enorme no quarto? E ter que contratar alguém para me poupar tempo, mas ter que gastar um tempo enorme escondendo tudo aquilo que pode ser “suspeito”… bem, seria gastar tempo dobrado, logo é mais fácil ser eu a fazer esse servicinho.
Florianópolis
Setembro 8, 2008
Há sei lá, um ou dois anos atrás, uma menina me ligou. Disse que o meu blog tinha sido citado no Zero Hora e que estava me contactando porque estava vindo para Portugal. Apesar de não ter visto tal artigo, o que posso dizer é que, afinal, do Brasil são as pessoas do Sul que mais me contactam.
Agora, uns quinze ou vinte minutos para às 3 da manhã, estava falando com mais uma menina do Sul. Da cidade de Florianópolis, mais exactamente. É engraçado que, através da Internet, conheço mais pessoas de Florianópolis do que ao vivo.
Eu sei que a gente não pode classificar as pessoas em função do lugar onde elas vivem; há más e boas em todos os lados. Mas Florianópolis é uma cidade que nos últimos anos me deu uma enorme vontade de conhecer justamente em função disso, das pessoas.
O meu problema é que explico tudo muito direitinho
Setembro 8, 2008
Estou trabalhando lá no escort. Vou mudar algumas coisas, inclusive porque quero poupar tempo, afinal tenho outros blogs para colocar no ar ainda.
Estou relendo alguns textos que escrevi e pensando comigo: caramba, o problema é que explico tudo muito direitinho, só me falta desenhar (ainda bem que não tenho esse talento).
Um exemplo? Eu não me limito a dizer que não atendo números privados, mas também deixo um post enorme explicando que só os meninos feios e bobos ligam de números privados.
Estou pagando o preço por ser tão detalhista.